Ficam os Docentes sindicalizados da Universidade Federal do Rio Grande - FURG e IFRS - Campus Rio Grande convocados para a Assembleia Geral a ser realizada no dia 27 de setembro, segunda-feira, na plataforma google meet online, às 9h30min, em primeira convocação, e, 10h, em segunda convocação, com qualquer quorum.

PAUTA:
- Informes;
- Proposta Orçamentária 2022 da Aprofurg*;
- Prestação de Contas de 2020;
- Proposta do Calendário Acadêmico;
- Portaria de retomada às atividades presenciais da FURG;
- Assuntos Gerais.

O não comparecimento de vossa senhoria implicará no acatamento de todas as decisões tomadas na Assembleia.

obs: Para inscrição e participação na assembleia online, os sindicalizados e sindicalizadas devem enviar um e-mail manifestando o interesse para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até o dia 27 de setembro, às 8h.


O link do google meet será enviado para o e-mail de todos e todas que se inscreverem na assembleia geral.

 

* A proposta orçamentária será encaminhada até o final desta semana, via e-mail para os sindicalizados e sindicalizadas.

 

Link para acessar o plano de contingência 

Link para acessar portaria de retomada às atividades presenciais da FURG

 

Rio Grande, 17 de setembro de 2021
Marcia Borges Umpierre
Presidenta

 

EDITAL DE CONVOCAÇÃO - ASSEMBLEIA GERAL ONLINE - 27/09 - 8h30min

 

Ficam os Docentes sindicalizados da Universidade Federal do Rio Grande - FURG e IFRS - Campus Rio Grande convocados para a Assembleia Geral a ser realizada no dia 27 de setembro, segunda-feira, na plataforma google meet online, às 8h30min, em primeira convocação, e, 9h, em segunda convocação, com qualquer quorum.

PAUTA:

- Eleição de delegado(a) e observador(a) para o
13º CONAD Extraordinário.


O não comparecimento de vossa senhoria implicará no acatamento de todas as decisões tomadas na Assembleia.

obs: Para inscrição e participação na assembleia online, os sindicalizados e sindicalizadas devem enviar um e-mail manifestando o interesse para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até o dia 27 de setembro, às 8h.


O link do google meet será enviado para o e-mail de todos e todas que se inscreverem na assembleia geral.

Rio Grande, 17 de setembro de 2021
Marcia Borges Umpierre
Presidenta

 

No dia 10/08/2021, o atual Ministro da Educação, Milton Ribeiro, fez declarações desastrosas, que mostram o despreparo total para o cargo que ocupa e podem explicar também porque, ao viajar pelo Brasil, o referido ministro prefere se esconder em instituições particulares ao invés de visitar as Instituições Públicas de Ensino Superior. 

No início de uma entrevista ao programa “Sem Censura”, comandada pela jornalista Leda Nagle, da rede de televisão pública TV Brasil, da Empresa Brasileira de Comunicação, o ministro afirmou que “universidade, na verdade, ela deveria ser para poucos nesse sentido de ser útil à sociedade.” Essa fala mostra como esse senhor não conhece a universidade pública no Brasil e está alinhado a um governo que está a serviço do grande capital, defendendo a meritocracia, na qual somente privilegiado(a)s podem ter acesso ao ensino superior. Para justificar essa absurda afirmação, o ministro cita as pessoas formadas que viram “motoristas de aplicativo” e/ou exercem outras atividades que não condizem com a formação universitária adquirida. Vamos esclarecer: a situação do(a)s formado(a)s que exercem atividades fora da sua área de formação não é culpa das universidades, do(a)s estudantes e ou do(a)s recém-formado(a)s. Essa situação é causada pela grande crise do capitalismo, que desacelerou a economia, empobreceu a população, e que se aprofundou ainda mais com a pandemia, e as políticas ultraneoliberais adotadas pelo governo Bolsonaro-Mourão, que deixaram mais de 14,7 milhões de trabalhadore(a)s desempregado(a)s no país, e não oferecem políticas para o enfrentamento da crise, mas mais arrocho e retirada de direitos, como na MP 1045, editada pelo governo federal para reduzir jornadas e salários em meio à pandemia a fim de proteger empresas, aprovada horas antes da rejeição da chamada PEC do voto impresso, em 10/08.  

Essa crise do capitalismo deveria servir para questionarmos o capitalismo, mas o(a)s serviçais do grande capital usam a grande mídia, para mais uma vez, de forma ardilosa, jogar a culpa nos trabalhadores e nas trabalhadoras. 

Para piorar, o ministro continua com sua verborragia, cheia de mentiras e ataques vazios afirmando que: “Respeitosamente, vejo que alguns deles optaram por visão de um mundo à esquerda, socialistas…”, se referindo à(o)s reitore(a)s das universidades. Essa afirmação mentirosa e enviesada mostra que o ministro pouco conhece das universidades públicas no Brasil e traz uma grande carga de preconceito com relação a essas instituições. O conhecimento produzido nas 

universidades, institutos e cefet sempre foi e será importante para a nossa sociedade, exemplo disso é o que foi feito durante toda a pandemia que estamos vivendo, com pesquisas em vacinas, testes e medicações, além de atendimento direto à população nos diversos Hospitais Universitários. Enquanto isso, as ações do governo federal e de muitos governos estaduais e municipais se resumiram a postura, discursos e ações negacionistas. O simples fato de alguém, que estuda e domina o assunto, discordar desses negacionistas, é o suficiente para ser automaticamente tratado como esquerdista, comunista e outros termos supostamente pejorativos. Essa postura serve apenas para tentar desqualificar essas instituições e criar uma cortina de fumaça, enquanto continuam tocando a agenda de reformas destrutivas, que fazem parte da agenda do grande capital, como a reintrodução do “Reuni digital”, que o MEC está impondo às instituições, como forma de chantagear o(a)s reitore(a)s das universidades e continuar com a guerra cultural e ideológica contra as instituições universitárias, que promovem o conhecimento, a reflexão e produzem ciência. O objetivo do ministro e do governo Bolsonaro-Mourão é destruir as conquistas da Constituição Federal de 1988, por um lado, asfixiando financeiramente as instituições de educação para promover a privatização, e por outro, atacar o artigo 207 da CF, que garante a autonomia pedagógica, financeira e administrativa às universidades, dessa forma, tentando destruir, tal como nos governos totalitários nazista e fascista, o cerne da universidade: a liberdade para ensinar, realizar pesquisa e promover a extensão universitária.  

A diretoria do ANDES-SN repudia veementemente tais afirmações e continuaremos a defender os princípios aprovados em nossos congressos, sistematizados no Caderno 2, que contém a proposta do ANDES-SN para a universidade brasileira.  

Por liberdade e autonomia universitária!  

Por uma universidade pública laica, de qualidade e socialmente referenciada!  Por políticas públicas de ingresso e permanência estudantil!  Respeitem nossas universidades, institutos e cefet!  

Fora Ministro Milton Ribeiro!  

 

Brasília(DF), 11 de agosto de 2021 

Diretoria Nacional do ANDES-Sindicato Nacional

 

Professores e professoras da FURG e do IFRS - Campus Rio Grande se unem à greve contra o projeto da reforma administrativa



Na manhã desta quinta-feira, dia 12 de agosto, a Aprofurg - Seção Sindical do ANDES-SN realizou mais uma assembleia geral da categoria docente, em formato online. A pauta trouxe os informes, a deliberação da greve dos servidores públicos e, por fim, os assuntos gerais. Por unanimidade, a categoria acatou o chamado nacional e decidiu por paralisar as atividades na próxima quarta-feira, dia 18 de agosto. 

 

Com primeira chamada para às 10h30min, a assembleia iniciou pontualmente às 11h, com os informes dos professores e das professoras que participaram da reunião. Entre as informações mencionadas pelos presentes, o destaque foi para o XII Encontro Regional RS do ANDES-SN, que durou três dias e abordou temas como os cortes orçamentários, a reforma administrativa, o ensino remoto, adoecimento docente, além dos impactos da proposta do novo ensino médio e o reuni digital. 

 

Já o ponto alto da assembleia foi a pauta que tratava da deliberação, ou não, da greve dos servidores públicos, para o próximo dia 18 de agosto. A greve tem como mote central a luta contra a reforma administrativa (PEC 32), que busca, entre outras coisas, a destruição dos serviços públicos. Todas as falas das professoras e dos professores alertaram sobre a importância da mobilização e sobre a necessidade de alertar a sociedade sobre o impacto da PEC 32, caso ela seja aprovada.

 

“A ideia é que todos os sindicatos municipais, estaduais e federais paralisem as atividades, para que os serviços públicos não funcionem neste dia, e que assim nós possamos mostrar e explicar para a população a real intenção da reforma administrativa”, ponderou a presidenta da Aprofurg, Marcia Umpierre.

 

Na mesma linha de pensamento, a primeira tesoureira da Aprofurg, Magda Vicente defendeu a deflagração da greve. “Como diretoria nós já havíamos discutido este ponto. Nós defendemos a greve em razão da situação calamitosa em que estamos vivendo no país. Portanto é bem justificável que a gente pare por um dia. A ideia é preparar e divulgar materiais que ajudem a população a se apropriar um pouco mais nos debates e discussões”, explicou.

 

VOTAÇÃO E PROGRAMAÇÃO

Após os debates, o processo de votação foi iniciado. Por unanimidade, os professores e as professoras aprovaram a realização da greve dos servidores públicos para a próxima quarta-feira, dia 18 de agosto.

A Frente Brasil Popular está organizando as atividades da greve. A programação está prevista para começar às 14h, no Largo Dr. Pio, em Rio Grande.

“Pensamos em uma atividade diferente das outras que vínhamos fazendo, sem uma caminhada pelas ruas da cidade. A ideia é realizar uma distribuição de panfletos, com tendas instaladas, para comunicar com a população que circula pelo local. Além disso, algumas falas também serão feitas para explicar a gravidade da proposta sobre a reforma administrativa”, disse o integrante da diretoria da Aprofurg, Gustavo Borba de Miranda. 

 

ATIVIDADE CONJUNTA

A Regional do Rio Grande do Sul do ANDES-SN também vai realizar uma atividade conjunta com as seções sindicais do Estado, alusiva ao dia 18 de agosto. Em reunião realizada nesta semana, uma série de materiais serão produzidos em conjunto, como cards para redes sociais, faixas, spots de rádio, entre outros.








Na tarde deste sábado, 7 de agosto, encerrou-se o XXII Encontro da Regional RS do ANDES-SN. A última plenária, que buscou reunir as seis seções sindicais gaúchas, contou com mediação de César Beras e Sueli Goulart, da secretaria da Regional, para, em suas próprias palavras “pegar o boi na unha” e articular as próximas mobilizações a partir do plano de lutas estabelecido.

O presidente do SindoIF, André Martins reforçou a necessidade de unificar ainda mais as lutas da categoria. No entanto, admitiu chegar ao encontro mais otimista frente os últimos acontecimentos. “Temos conseguido reunir 11 centrais sindicais junto aos grandes sindicatos nacionais, confederações e federações e tirar daí um calendário de lutas unitário”. Em sua avaliação, “precisamos nos desafiar para chegar em outras instituições, estado afora, para enfrentar esse momento que vivemos, retirar do poder este governo fascista e reorganizar a classe trabalhadora”.

Nesse contexto, a proximidade da greve no dia 18 de agosto fomenta as articulações. A adesão das Seções Sindicais ainda será discutida em assembleias ao longo da semana, mas mais do que a adesão é preciso discutir as formas de comunicar a mensagem da greve. Marcia Umpierre, presidenta da APROFURG, segue nessa reflexão. “Nós vamos à rua para tirar Bolsonaro, e isso é importante. No entanto, Bolsonaro caindo ou não, a PEC da contrarreforma administrativa continua”. A professora avalia que é preciso dar a devida atenção para os perigos da PEC 32 e dos diversos atentados aos direitos estabelecidos.

Regiana Wille, presidenta da ADUFPel, refletiu sobre a precariedade do trabalho docente e como os debates relacionados a este “passar a boiada na educação” têm sido negligenciados. Ao recuperar os resultados inócuos dos primeiros diálogos de sua gestão com a reitoria da UFPel, ela propõe: “Precisamos que o dia 18 seja um marco histórico, reunindo trabalhadores e trabalhadoras das três esferas. Avante, porque só a luta muda a vida”.

Entre os grandes desafios para a organização docente está a interação com as bases em tempos de pandemia. Rafael da Costa Campos, presidente da SESUNIPAMPA, expôs essa dificuldade uma vez que sua universidade é multicampi – desagregando docentes, dificultando o encontro de espaços de interlocução, algo ainda mais agravado com o ensino remoto. “Temos uma reitoria que não dialoga, e que é signatária ao governo, mesmo que silenciosamente. A pressão pelo retorno presencial opera de várias formas”, lamenta.

A ideia de integração com outros grupos que compõem as lutas sociais permeou a fala de Tiago Martinelli, 2º vice-presidente da ANDES/UFRGS. Ele iniciou relembrando o assassinato brutal de Daiane Sales, menina Kaingang de 14 anos de idade noticiado nos últimos dias. Estar alinhado e construir lutas conjuntas com povos originários, movimento negro e LGBTQIA+ é um imperativo para os tempos que vivemos.

Encaminhamentos

Após o debate e as deliberações, fica patente o desejo de alinhar discurso e prática nos esforços para superar divergências em torno de uma luta maior. A tônica do encontro reforça a importância de buscar unidade em torno de uma pauta classista, orientados pelo plano de lutas aprovado nas instâncias do ANDES-SN, sem ignorar discordâncias.

Como encaminhamento, além da continuidade da luta concentrando esforços, agora, na jornada em defesa dos serviços públicos, foi destacada a necessidade de novas reuniões com os setores de Comunicação de todas as seções para a produção de conteúdo sobre a greve do dia 18. 

Para além disso, articula-se a construção coletiva de uma carta que organize o eixo de lutas e exponha o conjunto de medidas que vem atacando a categoria. O documento versará sobre a luta contra a reforma administrativa, contra o ensino remoto, contra as intervenções e pela autonomia das IFES e contra o Reuni Digital. A publicação será nesta quinta-feira, 12.

Matéria - Assessoria ADUFPel

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