NOTA DA DIRETORIA DA APROFURG SOBRE AS IMPLICAÇÕES DA PANDEMIA DE COVID-19 NAS ATIVIDADES DOCENTES

 

Tendo em vista a gravidade e complexidade da atual conjuntura de pandemia no Brasil e no mundo, as instituições de ensino, ciência e tecnologia vêm sendo duramente afetadas em suas atividades cotidianas, principalmente aquelas de sala da aula.

A necessidade de isolamento e afastamento horizontal fez com que as atividades presenciais tivessem que ser canceladas, gerando assim preocupação para estudantes, docentes e gestores de ensino. 

Acreditamos que a singularidade do momento apresenta um cenário bastante complexo e incerto, nos demandando avaliar possibilidades alternativas de ensino e aprendizagem. Particularmente no momento presente, a utilização de ferramentas virtuais para a realização de atividades acadêmicas configura-se como uma alternativa apresentada pelo CNE e pelo MEC, pressionando as instituições de ensino público federal a adotarem tais alternativas de compensação pelas atividades presenciais suspensas. Ainda que essas ferramentas possam ser instrumentos adequados a certas realidades, não é possível tal troca sem o prejuízo significativo da qualidade da aprendizagem.

O ensino remoto não pode ser utilizado como arremedo de aula presencial, nem sequer podendo ser considerado como EAD (Ensino à Distância), pois não tem a preparação adequada de docentes e estudantes, nem a estrutura  necessária, além do fato de que  muitas disciplinas não se ajustam  a esse tipo de metodologia de ensino-aprendizagem, conforme Deliberação no 111/2019 do COEPEA desta Universidade. Ademais, torna-se importante ressaltar as inúmeras dificuldades enfrentadas por docentes e, principalmente, por estudantes, no que diz respeito ao acesso a computadores e internet de qualidade. Não considerar essas dificuldades ampliaria assim as diferenças sociais existentes no ambiente educacional. Não bastassem esses problemas, o atual momento gera uma grande preocupação e ansiedade, alterando completamente as vidas das pessoas, o que também faz com que muitos e muitas não tenham condições psicológicas de acompanharem as aulas e realizarem as atividades e isso deve ser compreendido por todos e todas. 

Conforme o art. 2º do Plano de Contingência da FURG – Portaria 0533/2020 e que, mesmo com atualizações segue vigente:

“Ficam suspensas as aulas, eventos e atividades acadêmicas extracurriculares para os Cursos de Graduação e de Pós-Graduação na modalidade presencial por um período mínimo de 60 dias contados a partir de 16/03/2020.

  • 1o A utilização de ambiente virtual de aprendizagem para atividades acadêmicas durante o período de suspensão das aulas tem como finalidade oferecer aos/às estudantes a possibilidade de organizarem uma rotina de estudos no período sem aulas, e tais atividades não serão aptas a recompor conteúdo, frequência e/ou reposição de dias letivos, devendo ser ofertadas em caráter não obrigatório (ou facultativo).”

Dessa forma, é de grande importância a compreensão de que a utilização de ambiente virtual de aprendizagem deve servir como organização de rotina de estudos de forma facultativa, e não para recomposição de conteúdo, frequência e reposição de dia letivo. Acima de tudo, neste momento, deve-se primar pelas pelo cuidado com as vidas, e com a qualidade das vidas de toda a comunidade.

Cabe ressaltar que o IFRS já tem decisão que não permite a utilização de EAD para reposição do calendário. Esperamos que na FURG também possamos ter essa garantia.

Dessa forma defendemos:

  1. A não utilização de EAD como substituição de atividades presenciais obrigatórias no período de suspensão do calendário;
  2. A manutenção da suspensão do calendário até uma situação sanitária favorável, mas descartando a possibilidade de cancelamento do calendário, garantindo a reposição das aulas.

Por fim, nos colocamos à disposição de todos e todas para buscarmos alternativas frente à grave e inusitada situação em que nos encontramos. Os desafios são muitos, mas de forma transparente e valorizando o interesse coletivo conseguiremos sair dessa situação com um mínimo de danos possíveis. 

 

Diretoria da APROFURG 

30 de abril de 2020

 

 

Para acessar a nota em PDF clique aqui

 

 

A Frente Brasil Popular, formada por diversas entidades, sindicatos, movimentos populares, coletivos, partidos políticos, centrais sindicais, representações estudantis, entre outros, vem a público manifestar a preocupação com a situação grave da pandemia de COVID-19 em nosso país e, assim, seu apoio às medidas que estão sendo implementadas pela Prefeitura Municipal do Rio Grande no enfrentamento ao novo Coronavírus. 

Entendemos que o momento em que vivemos é de extrema gravidade e preservar a vida deve ser prioridade. Por isso, defendemos a continuidade do isolamento social como medida protetiva de preservar vidas. E para que riograndinos e riograndinas possam manter suas necessidades básicas neste período é imprescindível que o Governo Federal dê celeridade aos auxílios financeiros já aprovados, R$ 600,00 ou R$ 1.200,00 para pessoas físicas e, os empréstimos às pequenas e médias empresas, para que sejam mantidos os pagamentos de até dois salários por funcionário, assim minimizando os prejuízos e impactos econômicos na região. 

Os dados mostram que Rio Grande, até aqui, é exemplo no combate a COVID-19, comprovando que o isolamento horizontal (em que só serviços essenciais são liberados) é o mais correto. Mesmo sendo uma cidade “aberta" do litoral, portuária e com duas universidades, possuímos um número baixo de casos confirmados, enquanto outras cidades que flexibilizaram o isolamento, adotando o vertical (em que apenas os grupos de risco ficam em quarentena) os números só aumentam a cada dia. 

Sabemos que nosso inverno é rigoroso e que muitas pessoas ficam mais vulneráveis nesse período. Com a abertura do comércio, o vírus poderá se proliferar mais rapidamente, aumentando a contaminação, aumentando a demanda hospitalar, que já estava no limite antes da pandemia. O aumento dos casos de contaminação por coronavírus causaria um problema gravíssimo para todo o sistema de saúde. É um problema coletivo e a solução passa pela visão da coletividade e da vida! 

Considerando que muitas pessoas não apresentam sintomas, podendo mesmo assim transmitir o vírus e que a testagem não será feita para todos, acreditamos que só o isolamento (com saídas para o extremamente necessário, fazendo o uso de máscara) poderá controlar o alto contágio na população. 

Importante ressaltar que nosso município tem trabalhado na ampliação do sistema saúde e é referência, até o momento, no baixo número de contaminados, muito em função da maioria da população estar seguindo as recomendações das autoridades e especialistas. Contudo, é fundamental que os governos federal e estadual também cumpram com suas obrigações e repassem na totalidade os recursos para o combate a COVID-19. 

Sendo assim, somente quando tivermos as condições adequadas e seguras é que poderemos pensar na retomada das atividades econômicas. Reconhecemos, também, todas as consequências na vida das pessoas que mais precisam e já sofrem pelo desemprego, condições precárias de trabalho e a informalidade, mas acreditamos que o poder público não pode ceder às pressões de quem apoia o lucro em detrimento da vida e que não percebe que é na solidariedade e na construção coletiva que poderemos sair dessa grave situação com um mínimo de vítimas possíveis. Por respeito a todas e todos que não podem ficar em casa, por respeito a quem nesse momento trabalha para garantir o melhor para a sociedade. E por todas as razões citadas, esta Frente é radicalmente contrária à reabertura do comércio local, neste momento. 

#SePuderFiqueEmCasa 

Rio Grande, 27 de abril de 2020. 

 

Assinam esse manifesto:
CUT REGIONAL LITORAL SUL
CTB – CENTRAL DOS TRABALHADORES DO BRASIL
CNTE – CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO
CURG – CENTRAL ÚNICA DAS ASSOCIAÇÕES DE BAIRRO DE RIO GRANDE
APROFURG
APTAFURG
SINDIAGUA
SINDICATO DOS BANCÁRIOS
SINTERG – SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO RIO GRANDE
6º NÚCLEO DO CPERS/SINDICATO
SINPRO/RG
SENERGISUL – SINDICATO DOS ELETRICITÁRIOS DO RS
SINDICATO DOS EMPREGADOS NO COMÉRCIO DE RIO GRANDE
SINDICATO DOS METALÚRGICOS DE RIO GRANDE E SJN
SINDICATO DOS PESCADORES DE RIO GRANDE E REGIÃO
SINDIRECEITA - ANALISTAS TRIBUTÁRIOS DE RG
SINDISERF - SINDICATO DOS SERVIDORES FEDERAIS/RS
SINDICATOS DOS TAXISTAS E TRANSPORTADORES DE PASSAGEIROS E BENS DE RIO GRANDE
SINDICATO DOS TRAB. INDÚSTRIAS COOP. AGRO-INDÚSTRIAS DA ALIMENTAÇÃO SINDISPREV – SINDICATO DOS TRABALHADORES FEDERAIS DA SAÚDE, TRABALHO E PREVIDÊNCIA
SINDICATO DOS TRABALHADORES PORTUÁRIOS DO RIO GRANDE
SINDICATO DOS TRABALHADORES EM TRANSPORTE RODOVIÁRIO DE RIO GRANDE
SINDICATO DOS ARRUMADORES E TRABALHADORES AVULSOS EM CAPATAZIA DO PORTO DE RIO GRANDE
PCB
PCDOB
PT
COMUNA - PSOL
ADEFERS – ASSOCIAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS EM DEFESA DAS ESTATAIS E DO PATRIMÔNIO PÚBLICO DO RS
ALGBT-RG
ANEPS – ARTICULAÇÃO NACIONAL DE MOVIMENTOS E PRÁTICAS DE EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE
COLETIVO KIZOMBA
COLETIVO POVARÉU SUL
COLETIVO NÓS DA VILA
COMDIM – CONSELHO MUNICIPAL DOS DIREITOS DA MULHER
CME – CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO
CMJ - CONSELHO MUNICIPAL DE JUVENTUDE
CMS - CONSELHO MUNICIPAL DE SAÚDE
CPOTERG - CONSELHO MUNICIPAL DO POVO DE TERREIRO
COMSEA - CONSELHO MUNICIPAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL
CMAS - CONSELHO MUNICIPAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL
COREMSDRAB - CONGREGAÇÃO REGIONAL DA METADE SUL EM DEFESA DAS RELIGIÕES AFRO BRASILEIRAS
DCE-FURG
FONSAMPOTMA - FÓRUM NACIONAL DE SEGURANÇA ALIMENTAR E NUTRICIONAL DOS POVOS TRADICIONAIS DE MATRIZ AFRICANA
GRÊMIO ESTUDANTIL DA EEEM DR. AUGUSTO DUPRAT
GRÊMIO ESTUDANTIL DO IEE JUVENAL MILLER
ICFA - INSTITUTO CULTURAL FILHOS DE ARUANDA
LEVANTE POPULAR DA JUVENTUDE
MNLM - MOVIMENTO NACIONAL DE LUTA PELA MORADIA
MOPS/RG - MOVIMENTO POPULAR DE SAÚDE
RENAFRO/RG - REDE NACIONAL DE RELIGIÕES AFROBRASILEIRAS E SAÚDE
UJS-UNIÃO JUVENTUDE SOCIALISTA

   

 

    Em meio à pandemia causada pelo coronavírus (covid-19), a APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN decidiu por não ficar parada em casa apenas observando o que está acontecendo ao seu redor.  Nas duas últimas semanas o trabalho tem sido extenso e intenso para comunicar aos docentes e comunidade em geral a importância da defesa da universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada, além dos serviços públicos - como o SUS - e as recomendações da OMS, que prezam pelo isolamento social para aqueles e aquelas que podem ficar em suas casas.
    As ações do sindicato não poderiam ficar somente no âmbito virtual, e, portanto, a APROFURG decidiu agir. “Com a gravidade da atual conjuntura, a Aprofurg como parte do Andes Sindicato Nacional não pode se esquivar de contribuir com a sociedade, principalmente nos locais em que a FURG está presente. Por isso, começamos essa atuação do sindicato em diferentes frentes, articulações e atividades para tentar contribuir com quem está na luta e na solidariedade neste momento tão difícil”, comentou o presidente da APROFURG, Cristiano Engelke.
    Já para a vice-presidente da APROFURG, Marcia Umpierre a solidariedade neste momento de pandemia torna-se essencial para todos e todas que podem ajudar. “Enquanto diretoria temos uma responsabilidade como a gestão administrativa e financeira do sindicato. Nós também temos que entender qual é o nosso papel na sociedade. Somos um sindicato classista e que não luta apenas pelos direitos da categoria dos professores e das professoras, mas também buscamos uma outra sociedade. E, pensando nisso, ainda mais neste momento em que estamos em nossas casas, e continuamos recebendo os recursos de todos os sindicalizados e sindicalizadas, nós decidimos agir”, explicou Marcia. A professora ainda salientou que a APROFURG precisava fazer algo em prol das pessoas que estão em vulnerabilidade socioambiental.
    A partir disso, a APROFURG começou a conversar com pessoas nas cidades de São Lourenço do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Santa Vitória do Palmar e Rio Grande para desenvolver uma parceria e auxiliar os grupos que estão necessitando de ajuda.

DOAÇÕES

Em Santo Antônio da Patrulha a APROFURG fez uma doação de Equipamentos de Proteção IndividuaL (EPIs) para a secretaria da saúde do município. Foram doadas diversas luvas látex, óculos incolores e capas de chuva amarelas. Já para o Hospital Universitário da FURG (HU), que é referência na região, a APROFURG conseguiu comprar e doar óculos cirúrgicos de proteção, toucas grandes e luvas de nitrilo azuis, o que acabou ajudando os profissionais que estão na linha de frente no combate ao coronavírus. Para a Escola de Química e Alimentos da FURG (EQA/FURG), o Sindicato fez a compra de alguns litros de peróxido de hidrogênio 35% e diversos quilos de glicerina bi-destilada branca, para ajudar na produção de álcool glicerinado. Uma segunda doação também foi realizada de 500 litros de álcool 92%, que vão ser transformados em álcool 70%.
“Depois dessa ajuda, nós da diretoria da APROFURG começamos a pensar também no processo da alimentação, que também é muito importante para aqueles e aquelas que não tem o que comer”, explicou a vice-presidente da APROFURG, Marcia Umpierre.  “Estamos fechando compra de cestas básicas para as cidades de São Lourenço do SUL e Rio Grande, pois a APROFURG conseguiu contato com pessoas que estão fazendo doações. Em São Lourenço, a Aprofurg apoia a Paróquia da cidade, que está arrecadando alimentos, materiais e higiene e recursos financeiros para ajudar as famílias que mais precisam”, disse Marcia.
Em Rio Grande, a Aprofurg comprou e doou uma grande quantidade de carne de frango para o projeto Esperança Viva, que tem como objetivo principal preparar e distribuir refeições para a população mais necessitada.  Já em Santa Vitória do Palmar, cidade onde a FURG tem outro campus, o sindicato segue em contato com os colegas para identificar as necessidades mais urgentes e assim poder contribuir com doações.

 



REDE ACOLHER

A Aprofurg também faz parte da “Rede Acolher”, uma iniciativa que congrega diversos parceiros e voluntários com objetivo de coleta de donativos, entrega de alimentos às famílias em vulnerabilidade, monitoramento e orientações de prevenção nas instituições de acolhimentos, entre outras frentes de trabalho. A ação foi proposta e é organizada pela Prefeitura Municipal do Rio Grande.
“A Aprofurg está articulada com a prefeitura e todas as outras entidades que neste momento se solidarizam com as tamanhas dificuldades que estamos enfrentando e que ainda vamos enfrentar, principalmente com os profissionais da área da saúde e com as famílias que já vivem em dificuldade, em decorrência ao covid-19”, finalizou Engelke.

A Aprofurg - Seção Sindical do ANDES-SN segue atenta aos desdobramentos da covid-19 e continua trabalhando com solidariedade, mas nunca esquecendo da luta na defesa dos Serviços e Servidores/as públicos/as.

 

 

 

 

 

 

 

 

Foi publicado artigo no pó de giz da APROFURG – Sindicato dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande informando que há diferenças na Gratificação Natalina e no Adicional de Férias para àqueles (as) professores (as) que recebem ou que receberam abono de permanência nos últimos 05 anos.


Isto porque a Universidade não inclui a parcela de abono de permanência, que é parcela remuneratória e deve integrar o salário para todos os fins, na base de cálculo da Gratificação Natalina e do Adicional de Férias.

Desde então ingressou-se com ações individuais.


As primeiras ações individuais propostas estão inclusive em fase final de cálculos, após obtenção de VITÓRIA no que se refere a discussão do direito. Abaixo a lista dos (as) professores (as) que não ingressaram com a demanda até o momento da elaboração deste artigo:

 




Admir de Almeida Duro
Ana Luiza Muccillo Baisch
Carlos Ademir Goncalves de Lima
Ceres Braga Arejano
Claudio Moss da Silva
Cristina Maria Loyola Zardo
Dario de Araujo Lima
DECIO RODRIGUES DE OLIVEIRA
Dinei Neves Goncalves
Elaine Nogueira da Silva
Eliana Badiale Furlong
Eloi Melo Filho
Ernesto Luiz Gomes Alquati
Evandro Costa
FERNANDO D INCAO
Francisco Antonio Branco Junior
Gilberto Henrique Griep
Heitor Vieira
Henrique da Costa Bernardelli
Hugo Cataud Pacheco Pereira
Humberto Camargo Piccoli
Jaci Maria Bilhalva Saraiva
Joao Paes Vieira Sobrinho
Joao Sarkis Yunes
Joaquim Vaz
Jorge Alberto Almeida
Jorge Alberto Vieira Costa
Jose Antonio Vieira Flores
Jose Luiz Lima de Azevedo
Jose Vicente de Freitas
Julio Cesar Touguinha de Almeida
Leila Mara Barbosa Costa Valle
Leni Beatriz Correia Colares
Luiz Carlos Krug
Maria Cristina Freitas Brisolara
Maria da Graca Zepka Baumgarten
Maria de Fatima da Silva Serra
Maria do Carmo Galiazzi
Maria Renata Alonso Mota
Marilei Resmini Grantham
Marta Marques de Souza
Marta Regina Cezar Vaz
Marta Riegert Borba
Maura Dumont Huttner
Nelson Lopes Duarte Filho
Nelson Pontes Riet Correa
Paul Gerhard Kinas
Paulo Roberto da Silva Munhoz
Paulo Roberto Martins Baisch
Ricardo Leonardis Loureiro
Rossana Madruga Telles
Sergio Luiz Alves Przybylski
Tales Luiz Popiolek
Vera Torres das Neves
Volnei Andersson



Para maiores informações a respeito da ação, em razão do COVID-19, o (a) Professor (a) deve buscar informações via APROFURG por telefone/whatsapp (53 981316441) ou por email (Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.).

 

A assessoria jurídica receberá a manifestação do interesse e entrará em contato com o(a) Professor (a) também via telefone/whatsapp.

                                                                                                    

Estamos vivendo um momento grave no Brasil e no mundo. A pandemia do novo coronavírus (COVID-19) vem se alastrando, fazendo-nos repensar sobre nossos modos de vida e, mais que isso, sobre a nossa organização enquanto sociedade. Buscamos novas formas de viver, de seguir nossas rotinas e novas formas de socialização remota.

Neste cenário, somos obrigados a refletir acerca de nossos valores e princípios, percebendo algo que sempre esteve presente, mas, talvez, não fosse tão claro para muitas pessoas: o modelo de relação social atual. Até quando aguentaremos viver em uma sociedade baseada no individualismo, no egoísmo, na ganância, na exploração, na indiferença e, até mesmo, no ódio?

A triste situação que vivemos escancara a lógica perversa do modo capitalista e ultraliberal de vida, como defendido pelos neoliberais que regem nossa economia, e que nos move pelo consumo, pela exploração do trabalho e pelo sofrimento de grande parte da população, cada vez mais relegada às margens da sociedade.

Vivemos um momento no qual nos é escancarada a necessidade de maior solidariedade, de atenção à alteridade e construção coletiva. Para tanto, muitas coisas precisam ser revistas, repensadas e reconstruídas. De que forma, amparados em um sistema excludente e explorador, sustentaremos uma sociedade com base nesses princípios coletivistas? De que maneira teremos uma sociedade justa com um governo e uma parcela da sociedade baseados no ódio, na ignorância e na desinformação?

Por isso, é preciso que estejamos cada vez mais mobilizados e mobilizadas no combate ao novo coronavírus, mas, mais que isso, na defesa de uma sociedade mais solidária, mais democrática e com respeito a todos e todas. O papel dos movimentos sociais e sindicatos torna-se ainda mais relevante neste momento. Um sindicato da importância do ANDES Sindicato Nacional e, por consequência, de suas seções sindicais, como a APROFURG, deve ter a coragem de assumir seu papel no combate ao novo coronavírus e por uma sociedade justa. Um sindicato de docentes tem o dever de lutar por maior qualidade na informação e na construção do conhecimento. Um sindicato classista que, transcendendo as questões específicas de sua categoria, luta por toda classe trabalhadora, deve ter no horizonte uma nova sociedade, calcada na solidariedade. Seguimos firmes nesse sentido, agora mais do que nunca.

Quem cumprirá a tarefa de reduzir as desigualdades sociais, de construir políticas públicas nas mais diferentes áreas, de possibilitar a redistribuição da riqueza e das oportunidades e de construir formas de inclusão social se não o Estado? Para tais tarefas, os serviços públicos são primordiais. Dessa forma, é fundamental um Estado forte, democrático e voltado à construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Assim, precisamos reforçar a luta, pois estamos diante de um governo que busca justamente destruir esse Estado, jogando para a “mão invisível do mercado” a responsabilidade pela sociedade que, dessa forma, torna-se gradativamente mais injusta e desigual.

Esses esforços podem ser feitos de diversas formas, seja via ações individuais, ficando em casa, seja por intermédio de ações coletivas, como a assistência a pessoas sem renda por parte de grupos de amigos e amigas, seja por meio das entidades de que participamos. Nesse sentido, a diretoria da Aprofurg está em contato com a administração da FURG, buscando formas de contribuir financeiramente com ações, como a compra de equipamentos de proteção individual (EPIs) para o Hospital Universitário, compra de materiais para a produção de álcool glicerinado, desenvolvido por professores e professoras, técnicos e técnicas e estudantes da Escola de Química e Alimentos da FURG e aquisição de cestas básicas e kits de higiene para distribuição a famílias que não possuem renda.

Estaremos sempre na luta por princípios mais humanos e solidários, o que se intensifica neste momento tão grave.

Vamos somar nossas forças em defesa de uma sociedade melhor, a fim de nos livrarmos do novo coronavírus e de todas as mazelas que assolam a nossa população.

Fora Bolsonaro e Mourão!

DEFENDA O SUS!

DEFENDA OS SERVIÇOS PÚBLICOS!

DEFENDA A DEMOCRACIA!

#FIQUEEMCASA

 

Rio Grande (RS), 27 de março de 2020

Diretoria da APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN

 

 

O DOCUMENTO ORIGINAL PODE SER LIDO AQUI

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