Fique ligado! Entre os dias 29 de novembro e 1º de dezembro a APROFURG recebe o evento “Histórias do Movimento Docente: Lutas por autonomia e liberdade, ontem e hoje”.
 
A atividade vai ocorrer na sede do sindicato e vai contar com vasta programação.
 
Mais informações vão ser divulgadas durante a semana. 
 
 

 

 

Ficam os Docentes sindicalizados da Universidade Federal do Rio Grande - FURG e IFRS - Campus Rio Grande convocados para a Assembleia Geral a ser realizada no dia 18 de novembro, segunda-feira, na sede da APROFURG, às 13h30min, em primeira convocação, e, 14h, em segunda convocação, com qualquer quorum.

PAUTA:

- Informes;
- Análise de Conjuntura: (Reforma Administrativa, PEC Emergencial, Reforma Sindical e o Golpe na Bolívia).
- Ações e mobilizações;
- Estado de greve no ANDES-SN a partir do início do primeiro semestre letivo;
- TRs da APROFURG para o Congresso;
- Aprovação dos nomes dos Representantes da APROFURG no CONDEMA;
- Assuntos Gerais.


O não comparecimento de vossa senhoria implicará no acatamento de todas as decisões tomadas na Assembleia.

 


Rio Grande, 13 de novembro de 2019.
Cristiano Ruiz Engelke
Presidente

 

 

 

O aprofundamento do processo de polarização social que, em última instância, tem raízes na crise estrutural do capital, tem se manifestado de forma cada vez mais explícita. As últimas semanas mostraram uma aceleração assustadora dos eventos e uma agudização dos conflitos sociais na América Latina. De um lado, em alguns países latino-americanos, as lutas massivas e pequenas vitórias da classe trabalhadora, dos povos indígenas e de diversos setores oprimidos mandaram um recado para a extrema-direita e para o imperialismo. O caso mais emblemático é o do Chile e suas manifestações massivas repudiando o neoliberalismo e as políticas que fazem a classe trabalhadora pagar a conta de uma crise que ela não criou. Por outro, vimos como as intervenções imperialistas, o golpismo e a extrema-direita estão profundamente vivos em nosso subcontinente. 

Os últimos eventos na Bolívia são alarmantes, devem ser acompanhados de perto e repudiados por todas as organizações da classe trabalhadora no Brasil. Trata-se do mais grave avanço da direita no subcontinente latino-americano. É um golpe de extrema-direita conformado por agentes imperialistas, militaristas e fundamentalistas que não esconderam seu racismo contra os povos indígenas ou sua agenda reacionária. Por isso, o ANDES-SN presta irrestrita solidariedade a todas e todos que lutam por direitos sociais e liberdades democráticas na Bolívia hoje.

 O golpe na Bolívia não é apenas produto do esgotamento da política de conciliação de classes empreendida por Evo Morales, apesar de suas diversas concessões à elite agroindustrial atuante no país, assim como a pacificação e cooptação de dirigentes sindicais e populares serem elementos que devem ser considerados na análise da vitória dos setores golpistas.

 Ao vermos sindicatos sendo incendiados, bandos paramilitares agindo livremente contra líderes e comunidades camponesas e indígenas, a violência sexista contra a prefeita de Vinto, Patricia Arce, ou a bíblia sendo aberta sobre a bandeira boliviana no Palácio do Governo pelo líder dos setores mais reacionários da Bolívia, Luis Fernando Camacho; percebemos que o golpe de Estado é um avanço do imperialismo e das classes dominantes contra a classe trabalhadora, as mulheres e os povos indígenas. A vitória deste golpe certamente polarizará ainda mais as lutas em nossa região e pode servir como uma inspiração para os setores de extrema-direita no Brasil, que já sinalizam sua vontade de romper definitivamente com as liberdades democráticas asseguradas por nossa Constituição Federal.

 O golpe ganha importância, também, porque na Bolívia atuam os diversos fatores que têm marcado a conjuntura internacional e que podem ser decisivos no desdobramento das lutas sociais no Brasil: com o aprofundamento da crise capitalista, as classes dominantes e o imperialismo têm efetivado sua agenda de austeridade por meio de forças de extrema-direita contra direitos das classes trabalhadoras e quaisquer conquistas de grupos oprimidos. A articulação de uma aliança entre fundamentalistas, militares, banqueiros, latifundiários e empresários tem resultado em situações políticas que são marcadas pelo método do confronto, violando liberdades democráticas e empregando a violência política com o apoio de grupos paramilitares. Finalmente, a extrema-direita parece encontrar um ambiente mais favorável para a sua atuação: países em que os anos de conciliação de classes desarmaram a classe trabalhadora e os movimentos sociais para enfrentarem um período de crises e de neoliberalismo extremados.

 O golpe na Bolívia, ainda, demonstra a importância do ANDES-SN aprofundar a construção de uma rede internacional de solidariedade e unidade com outras entidades no subcontinente latino-americano. Os primeiros esforços começaram com o Seminário Internacional do ANDES-SN Universidade, Ciência e Classe em uma era de Crises, realizado nos dias 10 e 11 de abril; e apresentaremos para o nosso 39º Congresso outras medidas que possibilitarão avançarmos na construção de uma rede que possibilite ações mais concretas para fortalecer a luta internacional contra o golpismo e o imperialismo. 

O aprofundamento da crise do capital tem mostrado a centralidade de envidar esforços para que a classe trabalhadora fortaleça suas organizações e derrote, nas ruas, os setores reacionários e conservadores, apoiados pelo imperialismo e patrões. O golpe na Bolívia deve ser visto por nós como um aviso sobre a necessidade de se avançar na construção de frentes unitárias, classistas e democráticas. É cada vez mais urgente que nos preparemos para enfrentar os ataques da extrema-direita. Nossa capacidade de nos organizarmos para a luta será fundamental na definição se seguiremos um caminho chileno ou um caminho boliviano, caso a polarização social se aprofunde no próximo período.

 O ANDES-SN repudia o golpe de estado na Bolívia e se solidariza com todas e todos que hoje estão construindo a resistência contra a direita golpista, serva do imperialismo.

 

 

Pela unidade e soberania dos povos latino-americanos! 

Contra o golpismo e o imperialismo! 

Em defesa dos direitos sociais e das liberdades democráticas no Brasil, na Bolívia e no mundo! 

 

 

Brasília (DF), 11 de novembro de 2019 

Diretoria Nacional do ANDES-SN

 

A Aprofurg - Seção Sindical do ANDES-SN convida todos e todas para a reunião conjunta do Grupo de Trabalho de Política Educacional (GTPE), dia 14 de novembro, às 12h, na sede do sindicato!


Pauta:

- Conjuntura;
- Participação reunião GTPE nacional.

 

O STF vetou a prisão após a condenação em segunda instância, nessa quinta-feira, 07 de novembro de 2019. A decisão ganhou importância nacional por afetar diretamente a prisão arbitrária e seletiva do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Essa decisão tem sido celebrada por aquelas e aqueles que, independentemente de sua filiação partidária, compreendem que a prisão de Lula não teve qualquer relação com a luta contra a corrupção, mas, na realidade, foi parte de uma nova tática de ofensiva burguesa contra a classe trabalhadora. Confira na íntegra a nota deste Sindicato sobre este assunto.

Leia a nota: 

NOTA DA DIRETORIA DO ANDES-SN SOBRE A DECISÃO DO STF E A NECESSÁRIA LIBERTAÇÃO DE LULA

Ontem, dia 07 de novembro de 2019, o STF vetou a prisão após a condenação em segunda instância. A decisão ganhou importância nacional por afetar diretamente a prisão arbitrária e seletiva do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Essa decisão tem sido celebrada por aquelas e aqueles que, independentemente de sua filiação partidária, compreendem que a prisão de Lula não teve qualquer relação com a luta contra a corrupção, mas, na realidade, foi parte de uma nova tática de ofensiva burguesa contra a classe trabalhadora.

A prisão de Lula e todos os procedimentos arbitrários e seletivos da Operação Lava Jato têm sido denunciados pelo ANDES-SN há muito tempo. Em 2016, os documentos deste Sindicato Nacional de análise de conjuntura já identificavam uma manobra parlamentar, jurídica e midiática que visava favorecer o capital e seu programa de contrarreformas. Em 2017, durante o 62º CONAD, denunciamos a seletividade da justiça brasileira e do então juiz Sérgio Moro na ocasião da condenação em primeira instância do ex-presidente da República. Da mesma forma, nos congressos e CONAD subsequentes ressaltamos em nossos documentos que não era possível confiar em um sistema judiciário que, cada vez menos, disfarçava sua opção de classe em favor das elites e das aventuras bonapartistas da burguesia brasileira e do imperialismo. Antes mesmo das denúncias encabeçadas pelo The Intercept Brasil, conhecidas como Vaza Jato, já afirmávamos que a prisão de Lula era uma ação fundamental para concretizar o “processo de manobra parlamentar, jurídica e midiática” no Brasil.

Nossa denúncia do sistema judiciário não era nova. Há muitos anos, como um sindicato que escolheu sustentar sua autonomia frente a governos, patrões e reitore(a)s ou gestore(a)s e que nunca abandonou as ruas, o ANDES-SN sempre soube como funciona a justiça brasileira. Inúmeros ativistas da base do ANDES-SN já enfrentaram as garras da justiça burguesa. Muito(a)s sofreram nos porões da ditaduracivil-empresarial-militar, outro(a)s enfrentam, diversas vezes ao ano a repressão policial com gás de pimenta, balas de borracha e outros instrumentos. Além disso, nunca deixamos de prestar nossa solidariedade aos movimentos e lutadores(as) sociais que foram vítimas da seletividade da justiça burguesa. Também, sempre lutamos para denunciar como a juventude negra e periférica é uma vítima especial do judiciário. Jamais esqueceremos os suplícios enfrentados por Rafael Braga ou as irregularidades e a morosidade no processo de investigação acerca dos assassinatos de Anderson Gomes e Marielle Franco.

O ANDES-SN sempre manifestou sua indignação sobre como o sistema judiciário tem assumido, em especial no último período, como alvo político especial o campo de organização do(a)s trabalhadore(a)s. Tendo consciência de que não é possível alimentar ilusões sobre as intenções do STF, afirmamos que a decisão de ontem foi uma vitória daquelas e daqueles que enfrentam nas ruas os ataques de Jair Bolsonaro, do grande capital e de todos os seus agentes que hoje destroem nossos direitos e nossas vidas.

Mas, também, afirmamos que tal decisão não é resultado direto das lutas em defesa das liberdades democráticas e direitos sociais. O zigue-zague no posicionamento de diversos ministros do STF sobre a prisão após a condenação em segunda instância é um indicador de que a decisão de ontem resulta da desmoralização da Operação Lava Jato e das disputas intra-burguesas.

Por isso, além de celebrar a libertação de Lula é preciso intensificar a luta para que o sentido dessa decisão do STF seja generalizado para outros processos e procedimentos que penalizam injustamente trabalhador(a)s, em sua maioria pobres e negro(a)s, que sofrem com um sistema prisional bárbaro e precário. Da mesma forma, precisamos ocupar as ruas para derrotar Bolsonaro e a burguesia e intensificar a construção de fóruns e espaços unitários que busquem defender nossos direitos sociais e liberdades democráticas e que estejam acima dos exclusivos interesses partidários.

Brasília (08) de novembro de 2019

Diretoria Nacional do ANDES-SN

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