Nos próximos dias 01, 02 e 03 de novembro vai ocorrer o II Encontro Nacional do ANDES-SN sobre a Carreira EBTT e o Ensino Básico das Instituições Estaduais de Ensino, sendo sediado pela SINDOIF SEÇÃO SINDICAL, em Porto Alegre (RS).

 

Hoje, 28 de outubro, é dia de parabenizar os trabalhadores e trabalhadoras que optaram por construir suas trajetórias no funcionalismo público, contribuindo para mediar direitos para o conjunto da população. A data, também é um símbolo de resistência ao desmonte do Estado e em defesa dos Serviços Públicos.


Não existe serviço público sem Servidores(as) Públicos(as)!

Não aos retrocessos! Viva os(as) servidores(as) públicos(as)!

    
    

 

A Comissão da Verdade da APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN, juntamente com o Curso de Arqueologia e com a professora Dr. Beatriz Thiesen, deu início no dia 21 de outubro a intervenção "Vestígios de uma ausência: uma arqueologia da repressão". O projeto consiste em um espaço que está montado dentro do Centro de Convivência da FURG (CC), no campus carreiros da universidade e pode ser visitado até a próxima sexta-feira, 25 de outubro.

A ideia é demonstrar para aqueles que não vivenciaram o período da ditadura, parte de como aconteciam os atos na época. Pensando nisso, dentro do espaço é possível ouvir, visualizar e sentir a sensação repassada através de cada detalhe destacado no ambiente. Segundo o presidente da APROFURG, Cristiano Engelke o objetivo da comissão da verdade é trazer à tona os fatos que ficaram escondidos, nesse período recente da nossa história.

A aluna e bolsista do curso de Arqueologia da FURG, Eduarda Rafaella Rippel explica de onde nasceu a ideia do projeto. “A instalação nasceu no ano de 2014, com o intuito de fazer frente à uma juventude que vem e expressa um saudosismo de uma ditadura que não viveu. Quando nós sentimos esses ares e tivemos essa percepção, nos sentimos na obrigação enquanto curso de arqueologia e as questões de materialidade, de trazer o sentimento da época de forma palpável, através de sons, imagens e observações”, explicou.

Já para a professora Beatriz Thiesen, os espaços da intervenção reproduzem de maneira mais vívida as experiências para as pessoas que circulam pelo local. “É  impressionante como tudo passa, como tudo se esquece e a gente precisa gritar tão forte, por uma coisa que parece que foi ontem. Pessoas que sofreram neste período ainda estão aqui”, explicou Beatriz. A professora ainda destacou que a memória da ditadura precisa ser lembrada e jamais pode ser esquecida.

 

 

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Na manhã de hoje, dia 25 de outubro, a APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN e a APTAFURG organizaram uma conversa sobre o FUTURE-SE e o futuro dos Hospitais Universitários com diversas entidades. Além de representantes dos sindicatos, participaram do debate vereadores, DCE, CNTE, Adufpel, Assufpel, deputado federal Henrique Fontana, prefeito Alexandre Lindenmeyer, IFRS, IFSUL entre outras entidades.

O primeiro a falar foi o coordenador da APTAFURG, Celso Carvalho que acabou destacando a importância da unidade da luta. “Convidamos todas as entidades, e nos preocupamos em trazer representatividade da cidade de Pelotas para criar um núcleo a partir da região e construir a unidade em nível estadual. Este encontro de hoje serve para conversar com todas as entidades utilizando a educação como ponto de partida para unificar as nossas ideias e avançar a nossa unidade da luta”, explicou.

Já o presidente da APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN, Cristiano Engelke criticou o projeto Future-se. “É importante tratarmos do Future-se, esta segunda versão do projeto na verdade tenta dar uma disfarçada, mas mantém o mesmo teor da primeira versão, com o intuito de ser aceita pelas gestões da suniversidades e dos institutos federais. O ANDES-SN está em processo de análise mais detalhada desta segunda versão, e segue atento a todos os assuntos que envolvem os desdobramentos do Future-se”.

A conversa também contou com a participação do deputado federal Henrique Fontana, que deu um panorama da conjuntura atual. “O atual governo ataca a pesquisa, a ciência, a tecnologia, a cultura e não é por acaso. Todos os períodos históricos com as mesmas características do governo atual atacaram o lugar do pensar, do saber e do debate, e esta é a essência do future-se”, destacou o deputado.

“Nós estamos aqui para defender mais do que um emprego, estamos aqui para defender universidade e o sistema público de educação e saúde que são bens do povo brasileiro. A entrega da universidade para uma organização social é o fim das universidades e dos institutos federais e nós temos que explicar para o povo o que isso realmente significa”, reforçou Fontana.

A representante do DCE da FURG, Rhândrea Lucas Da Silveira também utilizou a palavra para levar a voz dos estudantes para o debate. “Nós, estudantes, dependemos de um auxílio para estar dentro da universidade, e isso foi conquistado através de muita luta. A universidade vem passando por um processo de precarização e o future-se nada mais é que um projeto do sistema capitalista, o que vai defasar ainda mais a experiência dos estudantes dentro do ambiente acadêmico”, comentou Rhândrea.

Depois de mais alguma falas, alguns encaminhamentos foram propostos. Uma nova reunião foi marcada para a primeira quinzena de novembro, na cidade de Pelotas. Também foi proposto pelos (as) representantes a criação de uma rede gaúcha em defesa da educação pública.

 

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Conversa sobre o Future-se e o futuro dos Hospitais Universitários - 25.10.2019 - 9h  Local: Auditório da APTAFURG

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