Depois de quase um ano de projeto, durante assembleia geral da categoria docente, que ocorreu na manhã desta quarta-feira, dia 25 de setembro, foi oficialmente lançado o novo portal da APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN. Participaram do lançamento o responsável técnico do novo site, Newton Nyamasege, o jornalista do sindicato, Diego Balinhas e a estagiária de comunicação, Kaciele Henrique.

O novo portal é mais moderno, dinâmico e intuitivo, possibilitando a convergência de todas as mídias sociais do APROFURG, como o programa de rádio “Aprofurg em Pauta”, o jornal Pó de Giz e a revista “3 Marias”. Esta atualização também ganhou uma área que somente poderá ser acessada pelos sindicalizados e sindicalizadas. O novo espaço contém as atas de todas as assembleias, dos Grupos de Trabalho (GTs), além dos informes fiscais da APROFURG. Outra novidade é que a sindicalização dos professores e professoras ganhou mais agilidade, podendo ser realizada on-line, através do preenchimento de um formulário no próprio site.  

            Para o presidente da APROFURG, Cristiano Engelke a comunicação é algo fundamental. “Comunicação não é algo separado do funcionamento da APROFURG, não é separado da luta sindical, comunicação é parte do processo como um todo, então o site não é só uma ferramenta, ele muda a maneira como os sindicalizados e as sindicalizadas se aproximam ou não. Então a comunicação é algo fundamental, o acesso a informação é também uma das nossas prioridades”, disse Engelke.

            Já para a vice-presidente da APROFURG, Marcia Umpierre, o lançamento do novo portal é apenas o começo do processo, que segue em constante construção. “Finalmente o site está pronto e provavelmente vão surgir algumas questões que vamos ir reorganizando, então mais do que nunca é importante que cada um e que cada uma visite o site e informe suas dúvidas, podendo mandar e-mail para a secretaria, através do Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou para nossa imprensa, no endereço Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. com sugestões de melhoria”, finalizou Marcia.

            O novo site já está em funcionamento no mesmo link do nosso antigo portal, no endereço www.aprofurg.org.br

Entidades representativas de segmentos da UFSM falam de material em elaboração pelo governo


Representações dos segmentos veem tentativa de censura a manifestações com iniciativa do governo

 

O Ministério da Educação (MEC) pretende criar uma cartilha de “boas práticas” contra manifestações político-partidárias nas universidades e outras instituições federais de ensino. De acordo com o MEC, o intuito do material é orientar “cidadãos, servidores e gestores” sobre a conduta adequada para evitar “possíveis ilícitos que envolvam os movimentos político-partidários nas instituições públicas de ensino da esfera federal”.

A nova cartilha, que está em fase de elaboração pelo MEC, foi descrita em um documento enviado ao Ministério Público Federal em 26 de julho. Neste comunicado, o governo afirmou que o material “será enviado a todas as unidades de ensino vinculadas ao Ministério da Educação”, como universidades e institutos federais de educação, e “também será disponibilizado no site” do MEC.

Para as entidades representativas dos segmentos da UFSM, a proposta de criação da cartilha é uma séria tentativa de coibir posturas críticas ao governo. Deram seus depoimentos à assessoria de imprensa da Sedufsm, representantes da seção sindical dos docentes, da Assufsm, e do DCE.

Semelhança com o ‘Escola Sem partido’

De acordo com Gihad Mohammad, diretor da Sedufsm, o projeto se assemelha ao que propunha o “Escola Sem Partido”, projeto que também trazia uma série de restrições a professores da educação básica. “É uma cartilha que tem como objetivo controlar e botar em prática aquilo que eles tentaram durante muitas vezes implementar por meio do Escola Sem Partido. O objetivo do governo é ideológico, é tentar controlar a diversidade de pensamento, a crítica e induzir nos seus seguidores uma maior ação em cima das pessoas que fazem a crítica ao governo Bolsonaro e ao atual ministro da educação”, afirmou Gihad.

Força bruta x legislação

Para a técnico-administrativa e diretora da Assufsm, Natália San Martin, a proposta de cartilha expressa uma nova forma do governo para repreender manifestações críticas. “Antes era usada a força bruta, com armas, hoje fazem isso de outra maneira: com decretos, com a legislação e com informativos para enganar a sociedade, porque eles perceberam como fazer isso”, coloca Natália.

Autoritarismo

A estudante de Serviço Social e coordenadora do Diretório Central de Estudantes (DCE), Laura Schutz, também fala sobre o caráter autoritário da cartilha. “A intenção do governo é justamente fazer com que essas pessoas não possam se opor ao atual governo, esse mesmo que vem causando muitos desmontes no país, que visa acabar com vários direitos (e já acabou), mas, principalmente, que não tenhamos uma posição. Além do mais, ele tem medo. É medo do que a esquerda pode fazer e já vem fazendo. Ele sabe que é nas universidades que muitas das lutas estudantis ganham força, além de que várias pautas do país também ganham força nessas instituições”, afirma a estudante.

A cartilha segue em fase de elaboração e ainda não foi divulgada pelo MEC nenhuma data de lançamento.

 

Texto: Lucas Reinerh (estagiário de jornalismo)
Foto: Arquivo/Sedufsm
Edição: Fritz R. Nunes (Sedufsm)

 

Pela primeira vez, o Brasil é governado por um presidente que tem, como projeto político, a destruição da educação em todos os seus âmbitos. Da contestação dos pilares básicos da ciência ao sufocamento estrutural das universidades, o governo Bolsonaro segue deixando um rastro de destruição por onde passa.

O corte orçamentário injustificável de 30% no orçamento das universidades e institutos federais piorou o que já estava precário. Sem o mínimo de estrutura para continuarem funcionando, as Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) estão cada vez mais perto de fecharem as portas.

Na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a palavra da vez é racionamento. A instituição anunciou a redução no número de refeições oferecidas nos restaurantes universitários e o congelamento de bolsas por conta do sufocamento orçamentário. A tradicional Semana de Ensino, Pesquisa e Extensão (Sepex) da UFSC também foi cancelada devido aos cortes impostos pelo Governo Federal.

Infelizmente, o cenário tende a piorar ainda mais. Para 2020, a previsão é de que os recursos destinados ao custeio da UFSC, como limpeza, vigilância e energia elétrica, sofram um novo corte de 40%.

O investimento em capital humano também desmoronou. Os sucessivos cortes das bolsas de pesquisa disseminaram um clima de desânimo e desilusão no ambiente acadêmico.

Pós-graduandos estão vendo seus projetos de pesquisa e de vida serem interrompidos, uma descontinuidade com a trajetória de excelência que vinha marcando as Ifes nos últimos anos. Docentes estão sendo perseguidos por produzirem pensamento crítico. O Brasil de 2019 parece estar anacrônico.

Apesar de revoltante, esse desmonte sem precedentes da educação brasileira tem uma razão de existir: o governo Brasileiro quer privatizar a educação superior pública e dissolver os pilares que a sustentam. Trata-se de uma estratégia antiga do neoliberalismo: primeiro precarizar para, depois, privatizar.

O Future-se, programa do Ministério da Educação (MEC) que pretende conceder a administração das Ifes à iniciativa privada, representa fielmente o projeto do governo Bolsonaro para a educação: subordinada aos interesses do mercado, acrítica e elitizada. Nesse projeto, não há espaço para a diversidade de pensamento, para o interesse público, para a democracia.

Cada vez mais reféns dos mega-empresários, as comunidade acadêmicas se submeterão à competitividade para conseguirem captar recursos para pesquisa e ensino. O que está em questão com a aprovação do Future-se é a existência das universidades brasileiras como espaço socialmente referenciado e
público.

Ao diluir o tripé ensino-pesquisa-extensão – o Future-se sequer menciona a extensão –, o Governo Federal tenta isolar as Ifes de seu caráter coletivo, solidário e, novamente, público.

Incerteza é a palavra que define a realidade das comunidades acadêmicas Brasil afora no governo Bolsonaro.

Mas há um consenso: a mobilização dos brasileiros pela educação precisa ser intensa e urgente.

Junte-se à Andesufsc nessa luta!

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, reafirmou em entrevista nesta segunda-feira (23) ao jornal O Estado de S. Paulo a intenção de contratar docentes e técnico-administrativos através de processos seletivos simplificado, via Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Essa proposta já consta no programa Future-se, apresentado em julho pelo MEC, quando aponta que a gestão das universidades e institutos federais passará a ser feita através de Organizações Sociais.

O presidente do ANDES-SN, Antonio Gonçalves, ressalta que a intenção de burlar a contratação através de concurso público, via Regime Jurídico Único (RJU) é uma das estratégias para desmonte da Educação Pública Federal e do modelo de universidade baseado no tripé ensino-pesquisa-extensão, defendido pelo Sindicato Nacional.

“Nós defendemos o RJU, como forma de estruturar a educação pública. É fundamental que os servidores – docentes e técnicos - sejam selecionados com isonomia, a partir de um concurso, e que, a partir de concuursos e que haja estabilidade para que não fique à mercê do governo da vez, sendo pressionado e ameaçado de demissão. Além disso, é importante que os critérios de avaliação não sejam critérios produtivistas e meramente meritocráticos, na perspectiva do mercado, como o Ministro tem dado a entender”, explica.

A direção nacional do ANDES-SN, representada por seu presidente Antonio Gonçalves e pela secretária geral Eblin Farage, esteve nessa quarta-feira, 18, em reunião com o Grupo de Trabalho (GT) criado em março de 2019 pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para “acompanhar e avaliar o sistema universitário brasileiro”.

Esse GT é um desdobramento do grupo criado em 2018 para fazer uma análise da situação das Universidades e Institutos Federais, que teve seus trabalhos encerrados no início desde ano. O novo GT, formado por ex-reitores(as), como Roberto Salles (ex-reitor da UFF), que também preside a comissão, Eliane Superti (ex-reitora da UNIFAP),  Thompson Mariz (ex-reitor da UFCG) e Ana Lúcia Gazzola (ex-reitora da UFMG), trabalharão em quatro eixos centrais:

  • Gestão das instituições de ensino superior (IES);
  • Acesso, permanência e sucesso escolar;
  • Atividades de ensino, pesquisa e extensão; e
  • Compromissos da educação superior com a educação básica.

Notícias Regionais

NOTÍCIAS DO SINDICATO NACIONAL DOS DOCENTES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR