CONVOCATÓRIA REUNIÃO GTCA APROFURG - 21/02 - 10h30min

 

Prezadas(os) colegas,

o Grupo de Trabalho de Comunicação e Arte - GTCA da APROFURG - Seção Sindical Andes/SN convida para uma reunião a ser realizada no dia 21 de fevereiro, às 10h30min, na Sede da APROFURG.

Pauta:

- Informes sobre as ações de comunicação da APROFURG;
- Informes sobre as ações de comunicação do ANDES-SN;
- Reunião do GTCA em Brasília em 14 e 15/03 -
decidir pela escolha de um representante da base.

 

 

 

PROGRESSÕES E PROMOÇÕES SÃO DEVIDAS DESDE A DATA DO PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS

A cada interstício de 24 meses, desde que atingida a pontuação mínima nos Relatórios de Atividades Docentes – RAD’s, os professores do magistério superior federal possuem direito à progressão funcional e promoção. Da mesma forma os docentes do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico.

É comum os docentes encaminharem o pedido administrativo para progredir ou promover na carreira antes da data base.

Mas também é bastante comum o Professor não encaminhar o requerimento antes da data base.

Ou, ainda, deixar de pedir 2, 3, 4, ou 5 progressões, ficando estagnado na carreira durante 4, 6, 8 ou
até mesmo 10 anos.

Em ação judicial promovida pela assessoria jurídica da APROFURG obteve-se êxito no pedido de 05 (CINCO) progressões em atraso.

No caso, o docente estava na Classe de Adjunto, Nível I há 09 anos.

Através de pedido administrativo, requereu-se a FURG para que fosse dada a progressão funcional ao servidor da Classe de Adjunto Nível I para a Classe de Associado Nível II, visto que já havia preenchido todos os interstícios para isto, bem como atingido a pontuação durante todo esse tempo.

Faltou, apenas, o requerimento administrativo.

A FURG negou o pedido, razão pela qual se ingressou com a demanda judicial.

Em decisão já transitada em julgado, o Poder Judiciário entendeu que “os efeitos financeiros da ascensão na carreira decorrem da data em que cumprido o interstício temporal e atingidos os requisitos legais, não podendo, uma norma administrativa como uma resolução da Universidade condicionar a progressão ou promoção funcional ao cumprimento de outro requisito, como, no caso em comento, era o requerimento administrativo”.

Em resumo, uma vez atingido o interstício e a pontuação necessária a progressão/promoção deve ter seus efeitos financeiros retroagidos à data deste preenchimento, mesmo que tenha sido solicitada posteriormente.

Abaixo a lista de professores que se enquadram na situação acima mencionada, sem prejuízo de outros docentes que vierem a permanecer mais de 02 anos sem progressão.

Maiores informações podem ser buscadas nos atendimentos feitos pela Assessoria Jurídica na sede deste sindicato, nas terças e quintas pela manhã.

LISTA DE PROFESSORES QUE PODEM ESTAR SOFRENDO PREJUÍZO

.Antenor Ferreira Moraes;
.Claudinei Terra Brandão;
.Jaime John;
.Lauro Roberto Witt da Silva;
.Miguel Antonio Silveira Ramos;
.Sandro Schreiber de Oliveira;
.Anderson Souza Silva Peres;
.Andre Das Neves Dameda;
.Andre Prisco Vargas;
. Carlos Honorato Schuch Santos;
.Cassius Rocha de Oliveira;
.Claudete Miranda Abreu;
.Claudio Amorim Vieira;
.Claudio Dornelles Mello Junior;
.Claudio Schmidt Baldoni;
.Daniel Wenceslau Votto Olmedo;
.Eliane da Silveira Meirelles Leite;
.Fernanda Ramos Torres;
.Flavia Conde Kneip;
.Gisele Moraes Simas;
.Guaraciba Ribeiro Duarte de Sousa;
.Guilherme Brandão Almeida;
.Jaqueline Garda Buffon;
.Jose Antonio Fonseca de Antiqueira;
.Jussemar Weiss Gonçalves;
.Karen Melo da Silva;
.Leonardo Lisboa Pereira;
.Leonardo Luiz Londero;
.Leticia Langlois Oliviera;
.Ligia Dalchiavon;
.Luciana Baldino Lages;
.Luis Eduardo Correa Schein;
.Luís Felipe Ferreira da Silva;
.Luverci do Nascimento Ferreira;
.Manoel Luis Martins da Cruz;
.Marcio de Medeiros Gonçalves;
.Marcio Dorneles de Sousa;
.Marcos Henrique Mattos de Sá;
.Marilice Magroski Gomes da Costa;
.Mauro Francisco Ferreira de Almeida;
.Rafael Chiesa Avancini;
.Raymundo da Costa Olioni;
.Renato Duro Dias;
.Rossana de Felippe Bohlke;
.Vinicius Teixeira Sucena;
.William Dias Silveira;

 

A Aprofurg - Seção Sindical do ANDES-SN acaba de criar um novo canal de comunicação. Através do WhatsApp vamos enviar newsletter dos assuntos mais importantes da semana, de forma resumida para deixar os professores e as professoras informados.

 

Para entrar no grupo basta clicar AQUI!

 

 

Desmontes da universidade, da pesquisa e da carreira docente integram a pauta


O indicativo de greve da categoria docente para o primeiro semestre de 2020 foi um dos principais encaminhamentos do 39º Congresso do ANDES-SN, ocorrido de 4 a 8 de fevereiro, em São Paulo. Motivos nacionais não faltam, iniciando pelo estrangulamento orçamentário imposto às universidades públicas pelo governo de Bolsonaro e Mourão; passando pelo desmantelamento das agências públicas de fomento à pesquisa; e chegando ao projeto ‘Future-se’, que presenteia o setor privado com patrimônio, pesquisas e gestão, enquanto retira da comunidade que constrói cotidianamente a universidade a autonomia necessária para implementar projetos, escolher representantes e fortalecer o caráter social do conhecimento produzido.

A esse desastroso cenário nacional no que tange ao campo da Educação, somam-se a precarização das condições de trabalho e salário dos servidores públicos, expressos, por exemplo, na Reforma da Previdência e no completo desmonte da carreira docente.

Mas, se a pauta de reivindicações é longa, a disposição de luta dos docentes federais gaúchos também o é.

 

Disparidades salariais

Uma das motivações que agudizam a insatisfação dos docentes da UFSM é a completa disparidade salarial entre os que integram os regimes de 20 e 40 horas, com ou sem Dedicação Exclusiva. Representada pela Sedufsm, a categoria é proponente de uma ação judicial cujo objetivo é corrigir a falta de proporcionalidade entre os valores pagos aos docentes que cumprem jornadas de trabalho de 40 horas semanais em tempo integral (com ou sem Dedicação Exclusiva) e de 20 horas em tempo parcial.

Em nota, o escritório Wagner Advogados Associados, que presta assessoria jurídica à Sedufsm, explica que “seria presumível que os docentes, independentemente do cargo ocupado, posto que exercem atividades de igual responsabilidade e complexibilidade, até mesmo pela previsão constitucional do § 1º, artigo 39, da Constituição, receberiam o mesmo valor pela hora trabalhada nos casos de 20 e 40 horas, e um valor maior no caso de dedicação exclusiva”.

A realidade, contudo, não segue esta lógica, de forma que, se forem calculados os valores dos pisos salariais previstos em lei, e posteriormente comparados com a hora de trabalho, “chega-se à absurda conclusão de que não há qualquer proporcionalidade nos vencimentos pagos [...], sendo que a forma aleatória de atribuir os pisos acaba por, na prática, causar visível prejuízo financeiro aos docentes”, aponta o estudo jurídico. Para saber mais, leia aqui.

Já no que se refere à situação orçamentária da UFSM para o ano de 2020, o percentual de investimento será 31% menor em comparação ao ano anterior. Ano passado, o orçamento de custeio da instituição (pagamento de luz, empresas terceirizadas, etc.) foi de R$ 130 milhões. Para 2020, a lei orçamentária (LOA) prevê um total de R$ 90,7 milhões, o que corresponde a uma redução de 30,2%. Já quanto à verba de capital (usada para investimento em obras, etc.), enquanto no ano passado o valor alcançou R$ 12,6 milhões, neste ano, a previsão é de R$ 6,6 milhões. Isso representa uma redução de 47,8%. Leia mais aqui.

Retaliação

Por conta da Reforma da Previdência de Jair Bolsonaro, os docentes federais receberão salários menores a partir de março. Isso ocorre porque, agora, os servidores públicos federais têm que pagar alíquotas previdenciárias maiores. Em alguns casos o valor pode chegar a quase 1/5 do salário.

A nova forma de cálculo da alíquota previdenciária dos servidores públicos federais depende, primordialmente, da data do ingresso no serviço público. Há duas regras distintas: uma para os servidores que ingressaram até 3/02/2013, data da instituição do Funpresp, e outra para os servidores que começaram a trabalhar depois dessa data ou para os servidores antigos que aderiram à previdência complementar voluntariamente.

Para Celeste Pereira, diretora da ADUFPel, essa é uma forma de retaliar os servidores que ingressaram antes da criação da Funpresp e optaram por não aderir ao fundo.

“Em março, estaremos sentindo os efeitos desse confisco. Esse é mais um elemento que corrobora com o desmonte dos serviços públicos, levado a cabo ferozmente por esse governo, e que foi uma de nossas razões para aprovação do Estado de Greve, deliberado pela categoria em Assembleia. Ele é calculado de forma a expandir as individualidades e com isso dividir ainda mais a categoria. Mais do que nunca precisamos estar unidos e fortes. O que se avizinha é a intensificação da precarização do trabalho, a piora drástica na qualidade de vida, e, com isso, o desestímulo para o nosso trabalho com a educação pública. As inseguranças e incertezas colocadas pretendem nos desestabilizar para luta, mas nós vamos resistir com toda nossa gana e garra”.

PEC Emergencial busca destruir o Estado Brasileiro

 

 

Após 300 dias de governo, o presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Congresso Nacional, no início do mês de novembro, o Plano Mais Brasil. O pacote de propostas tem o intuito de consolidar ainda mais a destruição do Estado brasileiro. O plano é composto por três Propostas de Emenda à Constituição (PECs), que desobrigam a União de promover serviços públicos à população, ataca diretamente os servidores públicos e permite a transferência dos recursos públicos para a iniciativa privada.

Apelidada de PEC “Emergencial”, a proposta traz alterações que buscam reduzir os gastos obrigatórios da União. Já a PEC do “Pacto Federativo” altera a distribuição de recursos entre os três entes federativos, prevendo até a extinção de municípios com menos de 5 mil habitantes. Por fim, a última proposta que integra o Plano é chamada de “Fundos Públicos”, que propõe uma série de medidas, entre elas a extinção dos fundos e a destinação de parte dos recursos - atualmente de R$ 219 bilhões - para a amortização da dívida pública.

Ataques aos servidores públicos

Diversas medidas foram apresentadas pelo governo na PEC Emergencial, entre elas a redução de 25% da jornada e dos salários dos servidores públicos e a proibição de reajuste salarial, criação de cargos, reestruturação de carreiras e abertura de concursos públicos. Além disso, o texto prevê o veto à promoção de funcionários públicos - mesmo para os que tiverem cumprido os requisitos para recebê-la -, a suspensão do repasse ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que é responsável, por exemplo, pelo custeio do seguro-desemprego – e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), entre outras atrocidades.

Para a vice-presidente da APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN, Marcia Umpierre, a PEC surge de forma disfarçada buscando confundir a população. “A PEC emergencial vem disfarçada de uma preocupação com as contas e com os gastos públicos dos governos federal, estadual e municipal. Ela vem fingindo ser essa preocupação de que o Estado não gaste mais do que arrecada, em prol dos direitos dos servidores públicos federais. Então ela prevê uma redução na carga horária, jornada de trabalho, redução de salário, sem progressões e promoções e sem a realização de concursos públicos”, explicou Marcia.

Ainda segundo a professora, o pagamento de uma dívida impagável não explica as razões do atual governo para este projeto. “O governo diz que se houver superávit nas contas públicas, o recurso que for poupado será utilizado para amortizar os juros da dívida. E todos nós sabemos que o pagamento de uma amortização de uma dívida que é impagável torna tudo isso um afronte a todos os servidores públicos, em mais uma prova de que o serviço público não é prioridade do atual governo”, ressaltou a vice-presidente da APROFURG.

Por que o servidor tem que pagar a conta?

Ao mesmo tempo em que determina que valores de superavit devem ser usados prioritariamente para pagar os juros da dívida pública ao sistema financeiro, a PEC joga nas costas dos servidores as contas de ajustes fiscais.

Não é coincidência o fato de que ministro da Economia, Paulo Guedes, veio diretamente do sistema financeiro para conduzir o direcionamento do Estado em favor desse mesmo sistema.

Segundo o senador paranaense Oriovisto Guimarães, relator de PEC Emergencial no Senado, os servidores devem se sacrificar em nome desse projeto político e econômico. “Se precisa que eles deem alguma cota de sacrifício, assim como a população que não é funcionária pública está dando, terão que participar”, afirmou.

Ironicamente, Oriovisto é dono de um dos maiores grupos econômicos do país, que atua em diversos setores econômicos, muitos deles beneficiados por diversos programas de incentivos fiscais que isentam ou beneficiam empresas com a redução dos tributos pagos às diferentes esferas governamentais. Isso é justamente o contrário de “se sacrificar”.

Para Antonio Marcos Teixeira Dalmolin, diretor do ANDES/UFRGS, “nesse contexto de conjuntura adversa, o estado de greve consiste em momentos de reflexão, debate e mobilização em favor da carreira docente. Na UFRGS, a luta em defesa da carreira dos professores e professoras possui várias frentes e uma delas envolve o tema das progressões e promoções funcionais. Sobre este tema, na UFRGS, as seguintes questões são pontos de debate e reflexão: - O reconhecimento dos direitos dos/das docentes com progressões atrasadas; - Análise e aplicação da legislação vigente em processos de progressão e promoção docente; - A informatização dos processos de progressão e promoção docente por meio de um sistema interno em substituição ao módulo institucional do Sistema Eletrônico de Informações (SEI)”.

Calendário de lutas

Aprovado por unanimidade pelos mais de 600 professores que participaram do 39º Congresso do ANDES-SN, em São Paulo, o calendário prevê a realização de assembleias de base nas universidades até o dia 13 de março. Já nos dias 14 e 15 de março, o resultado das assembleias, que devem decidir sobre a deflagração da greve, será levado à reunião do Setor das Federais do Sindicato Nacional.

É hora de transformar o ESTADO de GREVE por greve por tempo indeterminado

Cesar Beras, presidente da Sesunipampa, destaca que, frente a esse cenário, é momento de a categoria docente resistir e lutar. "Vivenciamos no ano de 2019 a aprovação da reforma da previdência, que retira direitos e impede uma aposentadoria digna; o funcionamento da EC 095/16, que congela recursos nas áreas de educação e saúde por 20 anos; o desrespeito à autonomia universitária e à eleição de reitores Brasil afora; o FUTURE-SE e sua tentativa de entrega da universidade para o mercado e a iniciativa privada; e ainda a reforma administrativa que busca destruir a função e a carreira do servidor Público Federal. Fatos que demonstram um projeto ultraliberal de destruição do Estado social duramente afirmado na constituição de 1988".

Para o dirigente, "é hora da categoria docente escrever a história, de resistência e luta com suas mãos, prática histórica de nosso sindicato. À luta e a greve da educação pública federal por tempo indeterminado e rumo a greve geral".

 

(Essa matéria foi elaborada pela Sedufsm, com a colaboração da ADUFPel, APROFURG, SESUNIPAMPA, SINDOIF e Seção Sindical do ANDES-SN na UFRGS. A arte é uma elaboração da APROFURG e as imagens são da Sedufsm.

Esse texto é parte do trabalho coletivo realizado semanalmente pelas Seções Sindicais do ANDES-SN no Rio Grande do Sul para divulgar as razões que levaram os docentes a aprovar o Estado de Greve para o ano de 2020).

 

Foram mais de dez horas por dia, durante cinco dias, onde os professores e as professoras do ANDES-SN discutiram exaustivamente os mais diversos temas de interesse da categoria docente



Democracia. Assim pode ser definido o evento mais importante do ANDES-SN. Com o início na terça-feira, dia 4 de fevereiro e o término na madrugada do sábado, dia 8 de fevereiro, o 39º Congresso contou com cerca de 700 participantes, entre professores e professoras dos quatro cantos do país que se reuniram na Universidade de São Paulo para discutir e deliberar os encaminhamentos a serem seguidos durante todo o ano de 2020. De forma democrática, todos e todas que quiseram usar os microfones do auditório do Centro de Difusão Internacional (CDI) da USP tiveram a oportunidade de emanar os seus pensamentos, as suas convicções e os seus anseios para todos os presentes. O tema central “Por Liberdades Democráticas, Autonomia Universitária e em Defesa da Educação Pública e Gratuita”
Como de costume, a APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN se preparou em rodadas de assembleia para escolher a sua delegação de participação no 39º Congresso. Ao todo, foram nove professores e professoras que foram até a cidade de São Paulo levar a posição da base do Sindicato. O Congresso é a instância deliberativa máxima do Sindicato Nacional, e ocorre uma vez por ano, sempre entre os meses de janeiro e fevereiro.


GRUPOS DE TRABALHO
As atividades dos participantes podem ser divididas em três momentos. O primeiro momento fica a cargo das plenárias de abertura e de instalação, que normalmente ocorrem no primeiro dia do evento. Depois, quase dois dias inteiros são dedicados aos Grupos Mistos de Trabalho (Gts), onde neste ano os docentes foram divididos em 14 salas diferentes, tendo representatividade plural em todos os espaços de fala. Os grupos de trabalho funcionam como um tipo de preparação para o terceiro momento: as plenárias propriamente ditas. Depois de vencer estas duas etapas, os professores recebem da diretoria os relatórios consolidados das discussões dos grupos, onde constam todo o resumo dos debates e depois partem para as votações dos Textos de Resolução (TRs).
As plenárias normalmente são divididas em quatro temas: Tema 1 "Conjuntura e Movimento Docente", Tema 2 "Planos de Lutas dos Setores", Tema 3 "Plano Geral de Lutas" e, por fim, o Tema 4 "Questões Organizativas e financeiras". Nestes espaços de fala, durante o 39º Congresso do ANDES-SN, os mais variados assuntos foram discutidos de forma acalorada e respeitosa. Alguns temas ganharam destaque na USP, como por exemplo a aprovação da construção da greve dos docentes federais, a permanência do ANDES-SN na CSP-Conlutas e a aprovação de um Conad “Extraordinário”

PRINCIPAIS DELIBERAÇÕES
Além das decisões já citadas anteriormente, outras também estiveram em evidência no 39º Congresso:
Dar continuidade às mobilizações contra os ataques do governo, em unidade com outros servidores; lutar contra as Propostas de Emenda à Constituição e Emendas Constitucionais da Reforma Administrativa; construir a Campanha Unificada dos SPF junto com Fonasefe e CNESF;
b) Dar continuidade ao processo de rearticulação da CNESF; a defesa da autonomia universitária e das eleições diretas para reitores e diretores; a luta pela reposição orçamentária; a luta contra o Future-se e o Novos Caminhos; a luta pela autonomia pedagógica;
c) Foi definido um calendário de Lutas para o ano de 2020;
d) O ANDES-SN participará do Encontro Global da Rede Sindical Internacional de Solidariedade e Lutas, em junho, na França;
e) Foram lançadas publicações do Sindicato Nacional, que podem ser lidas e baixadas no link https://andes.org.br/sites/publicacoes
f) Também foram lançadas duas edições da Revista Universidade e Sociedade. Elas podem ser lidas no site https://andes.org.br/sites/universidade_e_sociedade
g) Foi mantido o apoio financeiro do ANDES-SN à Escola Nacional Florestan Fernandes, idealizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra;
h) Também foi mantido o apoio à Auditoria Cidadã da Dívida e ao Casarão da Luta do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto.

CSP CONLUTAS E CONAD EXTRAORDINÁRIO
Um dos assuntos mais longos do 39º Congresso do ANDES-SN foi a desfiliação ou não do Sindicato Nacional ao CSP-Conlutas. A discussão ocorreu na tarde e na noite da sexta-feira, dia 7 de fevereiro, penúltimo dia do evento na USP. Com 255 votos a favor, 142 contra e 15 abstenções o ANDES-SN permanecerá vinculado ao CSP-Conlutas.
Em seguida, os docentes deliberaram que vai ocorrer, mesmo com a manutenção da filiação à Central Sindical e Popular, a realização de um processo de balanço crítico da participação do ANDES-SN na entidade nos últimos dez anos. Será organizado um Conad Extraordinário para tal fim, no segundo semestre de 2020.
O Conad avaliará a relevância da CSP-Conlutas e fará a análise de forma mais profunda da filiação à central, remetendo quaisquer decisões ao 40º Congresso do ANDES-SN. Essa será a oitava vez que o Sindicato Nacional realiza um Conad Extraordinário. O último ocorreu em Brasília, no ano de 2015.
O evento será a oportunidade para que os(as) docentes possam debater sobre a relevância da CSP-Conlutas, sua atuação nos últimos anos e o seu papel na resistência contra os recentes ataques contra a classe trabalhadora.

ELEIÇÕES DO ANDES-SN
Duas chapas concorrem às eleições do Andes. A apresentação foi realizada logo após a aprovação do Regimento Eleitoral, na tarde do último dia do Congresso, 8 de fevereiro. O grupo que apoia a diretoria atual indicou os nomes dos professores Rivânia Assis (UERN), Maria Regina Moreira (UFSC) e Amauri Fragoso (UFCG) para a presidência, secretaria-geral e tesouraria.

Pela oposição, o Renova Andes indicou os(as) professores(as) Celi Taffarel (UFBA) como presidente, Luis Antônio Pasquetti (UnB) como secretário-geral e Paulo Opuszka (UFPR) como 1º Tesoureiro.
A professora Rivânia Moura é docente da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e preside a chapa 1, de situação, denominada ‘Unidade para lutar: em defesa da Educação Pública e das Liberdades Democráticas’. Já Celi Taffarel é professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e preside a chapa 2, de oposição, intitulada ‘Renova ANDES: Para Defender a Educação, a Universidade, os Serviços Públicos, a Soberania Nacional e a Democracia’.
Ao apresentar a Chapa 1, Rivânia disse que o grupo reconhece “a necessidade urgente de unidade da classe trabalhadora, num momento de profundo ataque às nossas condições de vida e de trabalho. O ANDES-SN tem a tarefa de envidar esforços para construir uma grande frente de luta junto a movimentos sociais, estudantis e organizações da classe trabalhadora que estão dispostas a fazer o enfrentamento efetivo contra todos os ataques e retiradas de direitos que têm se intensificado no contexto mais recente. A ‘Unidade para lutar’ reafirma a defesa intransigente de um sindicato classista, autônomo e independente de partidos, governos e administrações das universidades”.
Ao apresentar a Chapa 2, Celi disse que o grupo reconhece “que o próximo período será um dos mais violentos que vamos enfrentar no que diz respeito à destruição da ciência e tecnologia, da educação básica e superior, da soberania e democracia do nosso país, dos direitos e conquistas da classe trabalhadora. Vamos ter que enfrentar todas aquelas medidas que a partir do golpe de 2016 têm crescido de forma violenta, desde a Emenda Constitucional 95 até o projeto Future-se. Reconhecemos o papel do ANDES-SN no próximo período. É necessário mobilizar a nossa base”.
As eleições para a diretoria do ANDES-SN ocorrem nos dias 12 e 13 de maio de 2020.


SEDE 40º CONGRESSO
O Rio Grande do Sul receberá o 40º Congresso do ANDES-SN, que vai ocorrer entre os meses de janeiro e fevereiro de 2021. O evento será organizado pela Seção Sindical do ANDES-SN na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). A cidade que receberá o evento é Porto Alegre. Essa será a segunda vez que a capital gaúcha sediará a instância máxima do ANDES-SN. Antes, Porto Alegre recebeu o 17º Congresso, em 1998.
A decisão foi tomada pelo 39º Congresso após a defesa realizada pela presidente da Seção Sindical do ANDES-SN na UFRGS, Rúbia Vogt. Durante a sua fala, Rúbia reiterou que a sua seção comemorou o 40º aniversário em 2018 e que representa tanto os docentes universitários quanto os do ensino básico, técnico e tecnológico.
Além disso, Rúbia lembrou que a seção sindical vem se reorganizando desde o ano de 2009, após um golpe imposto pelo Proifes, que disputa a representação sindical na categoria docente. “Porto Alegre é a sede do Proifes, mas nós estamos lá para mostrar a força de um Sindicato Nacional. Apesar das dificuldades, estamos em constante crescimento. Temos uma dupla representação na base docente de lá (ANDES-SN e Proifes), mas sindicato de verdade só existe um. Sindicato que chama mobilização, que faz a luta em conjunto com técnico-administrativos em educação e estudantes. E somos nós. Ocupamos a universidade junto com os outros segmentos contra a então PEC do Teto de Gastos. Foi a partir das nossas iniciativas que a UFRGS rejeitou o Future-se em uma sessão aberta do Conselho Universitário com mais de duas mil pessoas", complementou a professora.

COMISSÃO ELEITORAL
Após a apresentação das duas chapas que concorrem em maio deste ano, alguns professores se candidataram para participar da comissão eleitoral central, que organizará os trâmites da disputa. O professor da FURG e representante da APROFURG, Lucas Cerqueira foi o mais votado pelos(as) delegados(as) do Congresso.


MOÇÕES
No término do 39º Congresso, foram lidas as 28 moções apresentadas durante o evento. Todas foram aprovadas.
A APROFURG - Seção Sindical do ANDES contribuiu na construção de duas. A primeira, em parceria com a ADUNIRIO, SINDOIF, ADUFPEL e SESUNIPAMPA teve o fator motivador “Consequências da destruição da sociobiodiversidade associada à necropolítica exercida sobre os povos originários e populações tradicionais.
Já a segunda moção, que foi proposta apenas pela delegação da APROFURG teve como fator motivador a “Aprovação atropelada do novo Código Estadual do Meio Ambiente do RS (PL 431/219)”.


AVALIAÇÃO
Para o presidente da APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN, Cristiano Engelke, o evento de São Paulo contribuiu para a organização dos professores e das professoras de todo o país. “Este 39º Congresso do ANDES-SN foi muito importante para a categoria e para a educação brasileira, nós vivemos um momento muito difícil em nosso país, uma série de ataques e uma ameaça a própria existência da universidade pública, do ensino e da educação pública. É um honra para nós da APROFURG poder participar do evento e contribuir de alguma forma na construção da luta e da atuação do ANDES-SN em 2020”, comentou.
Já a vice-presidente da APROFURG, Marcia Umpierre destacou as consequências da conjuntura. “Este foi o maior congresso do ANDES, e nós estamos em um momento de ataques não só à educação pública e a universidade, mas também ao serviço público federal e aos servidores públicos federais. A gente tem inúmeras PECs que estão circulando no Senado e que vão influenciar diretamente na nossa vida do trabalho e pessoal, porque afeta diretamente os nossos salários. Portanto é fundamental que a gente discuta os rumos do sindicato em 2020, para organizar a luta e retornar para a FURG e para o IFRS - Campus Rio Grande entendendo como devemos agir”, reiterou.
Maria ressaltou ainda que o caminho é de unidade. “Este é o momento de estarmos juntos, todos os servidores juntos, não só os professores, mas o servidores de forma geral, da previdência, receita federal, polícia federal, entre outros, porque neste momento estamos na defesa do Estado e do serviço público”.


Assessoria APROFURG com informações do ANDES-SN

 

 

Notícias Regionais

NOTÍCIAS DO SINDICATO NACIONAL DOS DOCENTES DAS INSTITUIÇÕES DE ENSINO SUPERIOR