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Coordenadora do GTPCEGDS da APROFURG e pesquisadora da FURG está entre as 300 mulheres negras homenageadas pelo gabinete da Deputada Estadual Laura Sito (PT)
A professora da FURG e coordenadora do Grupo de Trabalho de Política de Classe para as Questões Étnico-raciais, Gênero e Diversidade Sexual (GTPCEGDS) da APROFURG, Simone Alvarez foi homenageada com a Medalha Preta Roza, em cerimônia realizada no dia 13 de junho, no Centro de Eventos Barros Cassal, em Porto Alegre. A honraria, promovida pela Deputada Estadual Laura Sito (PT), reconhece trajetórias de mulheres negras que se destacam pela resistência, pelo protagonismo e pela contribuição à construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Uma surpresa que vem de uma trajetória de luta
Simone Alvarez foi indicada pela Coordenadora do Núcleo Étnico Racial na Secretaria de Município da Educação, Rejane de Oliveira Gomes, sendo selecionada entre centenas de mulheres de todo o estado. Sobre o reconhecimento, a própria professora descreve o sentimento com a modéstia de quem sabe a dimensão de sua luta: "Foi uma grande honra estar entre mulheres que se destacam em diferentes contextos e territórios pela luta antirracista! Para mim, foi uma surpresa, embora seja educadora antirracista na Universidade, militante da luta antirracista coordenadora do GTPCEGDS da APROFURG, membro do Coletivo Negras e Negros do ANDES/SN, ainda assim não esperava e fiquei muito lisonjeada pelo reconhecimento dentre tantas mulheres maravilhosas diante de suas representações”, explicou Simone.
A homenagem, entretanto, não foi surpresa para quem conhece sua trajetória. Pós-Doutora em Enfermagem pelo PPGEn/FURG e Especialista em Dependência Química pelo ICB/FURG, Simone integra o Grupo de Estudos e Pesquisas em Saúde Mental (GEPSM/FURG) e o Grupo de Pesquisa e Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER/FURG). Por meio da pesquisa, da formação e de práticas educativas comprometidas com a justiça social, ela tem construído, dentro e fora dos muros da universidade, pontes entre o conhecimento científico e a luta pelo fim do racismo estrutural.
Preta Roza: da invisibilidade ao símbolo de resistência
A Medalha Preta Roza presta tributo a uma heroína negra gaúcha que permaneceu por séculos apagada das narrativas oficiais. Escravizada e integrante do quilombo de Manoel Padeiro — o "Zumbi dos Pampas" —, Preta Roza atuou como combatente armada e estrategista na resistência à escravidão no Rio Grande do Sul da década de 1830. Relatos históricos revelam que ela chegou a se vestir como homem para circular por espaços de poder e obter informações que auxiliavam a organização quilombola, trajetória que lhe rendeu comparações com a Rainha Nzinga, liderança angolana símbolo da resistência ao colonialismo europeu.
Preta Roza foi morta em combate em 16 de junho de 1835. Ao resgatar sua memória, a honraria, idealizada pela Deputada Laura Sito, estabelece uma ponte entre a resistência do passado e o protagonismo das mulheres negras que seguem transformando a realidade do estado — como Simone Alvarez, que representa a FURG com orgulho nessa corrente histórica.
A cerimônia marcou também o início do Julho das Pretas e contou com o lançamento do livro Preta Roza, com ilustrações de Alisson Affonso e textos de Vera Macedo e Duda Keiber — publicação que busca ampliar o acesso à história da guerreira quilombola, especialmente entre as novas gerações.
APROFURG: a luta antirracista como pauta coletiva e permanente
A homenagem à professora Simone Alvarez não é apenas o reconhecimento de uma trajetória individual — é o reflexo de um compromisso coletivo que a APROFURG vem construindo junto à docência da FURG. O GTPCEGDS, que Simone coordena, é a expressão concreta de que o sindicato docente compreende que a luta por direitos trabalhistas é inseparável da luta contra o racismo, pelo combate a todas as formas de opressão estrutural que atravessam a universidade e a sociedade.
Como membro do Coletivo Negras e Negros do ANDES-SN, Simone articula a dimensão local com a disputa política nacional por uma universidade pública, plural e antirracista. Sua indicação pela Secretaria Municipal de Educação de Rio Grande e o reconhecimento pela Assembleia Legislativa do Estado demonstram que a ação sindical, quando enraizada nas comunidades e nos territórios, tem alcance e legitimidade que vão muito além dos portões da universidade.
A professora mesma sintetiza o que esta conquista representa para a instituição: "Foi um prazer enorme representar a Universidade Federal do Rio Grande nesta homenagem tão significativa às questões e relações étnico-raciais na academia e na sociedade”, contou.
300 mulheres, mais de 90 municípios, um só gesto
Em sua segunda edição, a Medalha Preta Roza reuniu representantes de mais de 90 municípios gaúchos, alcançando 300 mulheres negras que atuam nas mais diversas frentes: política, cultura, educação, saúde, academia, segurança pública, assistência social e movimentos comunitários.

TIRA-DÚVIDAS ONLINE
Novo Plano de Saúde da APROFURG (Doctor Clin)
📅 Sexta-feira | 29 de maio
🕚 11h
💻 Atividade online
A APROFURG e APTAFURG convidam todos(as) os(as) docentes e técnicos(as) da FURG e do IFRS - Campus Rio Grande para um encontro virtual de esclarecimento sobre o novo plano de saúde ofertado pelos sindicatos.
Durante a atividade, serão apresentadas informações sobre:
✔️ cobertura
✔️ adesão
✔️ valores e funcionamento
✔️ utilização do plano
✔️ rede de atendimento
✔️ principais dúvidas da categoria
Participe e conheça melhor a proposta antes de tomar sua decisão.
Inscreva-se e receba o link através do formulário: https://tinyurl.com/planoaprodoctor
*atividade para docentes e técnicos(as) sindicalizados(as) e não sindicalizados(as)

Ficam as docentes e os docentes sindicalizadas(os) da Universidade Federal do Rio Grande - FURG e IFRS - Campus Rio Grande convocadas(os) para a Assembleia Geral a ser realizada no dia 20 de maio, quarta-feira, na sede da APROFURG, às 8h, em primeira convocação, e, 8h30 em segunda convocação, com qualquer quórum para deliberar sobre a seguinte pauta:
- Informes;
- Análise de conjuntura;
- Deliberação sobre paralisação de um dia, a cada dois meses, até que o Acordo de Greve (10/2024) seja totalmente cumprido;
- Assuntos gerais.
*Seguindo uma deliberação do 39º Congresso do ANDES-SN, as assembleias serão descentralizadas. As salas nos campi de Santo Antônio da Patrulha, Santa Vitória do Palmar e em São Lourenço do Sul serão divulgadas posteriormente.
Comprometida com a acessibilidade, a APROFURG disponibiliza interpretação em Libras mediante solicitação com até 24 horas de antecedência.
Rio Grande, 15 de maio de 2026.
Gustavo Borba de Miranda
Presidente

A possibilidade de adesão a um novo plano de saúde para servidoras(es) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG) e do IFRS – Campus Rio Grande foi debatida na tarde desta quarta-feira (14), durante assembleia conjunta promovida pela APROFURG, APTAFURG e AFURG. A sede da APTAFURG recebeu docentes, técnicas e técnicos administrativos para a apresentação da proposta da operadora DoctorClin, que negocia a oferta de um plano coletivo por adesão voltado às categorias representadas pelas entidades. O evento ocorreu em formato híbrido, com transmissão online.
Participaram da mesa a representante da Doctor Clin e da Amplex Seguros, Tafate Ries Schmidt; a vice-presidenta da APROFURG, Angélica Miranda; Patrick Freitas, da APTAFURG; e Everton Luis de Almeida Porciúncula, da AFURG.
Por que buscar uma alternativa?
A assembleia ocorreu em meio ao descontentamento crescente de parte da categoria com os altos custos dos planos de saúde vigentes e as dificuldades enfrentadas pelos servidores para manter a cobertura médica das famílias. Na abertura da atividade, representantes das entidades destacaram que a busca por alternativas é uma demanda antiga dos trabalhadores da universidade e do IFRS.
Angélica Miranda, vice-presidenta da APROFURG, contextualizou a situação: “Recebemos reivindicações no sindicato, e acompanhamos o relato de que os valores aumentam a cada dia, fazendo com que muitas famílias precisem decidir quem consegue permanecer no plano de saúde e quem fica de fora.” Para ela, o momento exige que o movimento sindical encare a saúde do trabalhador como uma pauta coletiva e urgente: "Muitas pessoas continuam se sentindo insatisfeitas pelos altos valores, pelas demoras no atendimento e, por vezes, até tendo que pagar um médico particular, porque não tem como ser atendido”.
Patrick Freitas, da APTAFURG, reforçou que as negociações com a Doctor Clin tiveram início em fevereiro deste ano e que o esforço conjunto das entidades resultou em uma proposta já estruturada: "A gente trazia essa demanda reprimida da questão do plano de saúde. Então, a gente procurou a Doctor Clin e acabamos nos envolvendo todos nesse processo, a APTAFURG, a APROFURG e a AFURG." Segundo ele, a intenção é oferecer uma alternativa economicamente viável e capaz de atender não apenas servidoras(es) da FURG e do IFRS, mas também trabalhadoras(es) da Ebserh.
O plano e seus diferenciais
A Doctor Clin é uma operadora gaúcha com 30 anos de mercado, que vem expandindo sua atuação para a região sul do estado. Segundo Tafate Ries Schmidt, a operadora já conta com mais de 4 mil beneficiários na região e foi eleita pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) como a melhor gestora dos recursos financeiros dos beneficiários no Rio Grande do Sul — pelo sexto ano consecutivo com os menores índices de reajuste do estado.
Durante a apresentação, Tafate detalhou o funcionamento do plano, a rede credenciada e os projetos de expansão. Na cidade de Rio Grande, a rede já conta com quase 170 profissionais credenciados, entre médicos, laboratórios e centros de diagnóstico. O principal ponto de referência hospitalar é o Hospital Monporto, que oferece atendimento 24 horas com cobertura em clínica médica, traumatologia, pediatria, cirurgia geral, UTI humanizada e amplo corpo clínico para consultas eletivas. Para este ano, está prevista a inauguração de uma nova unidade própria da Doctor Clin na cidade, em um imóvel de patrimônio histórico já em reforma.
Para quem viaja ou reside em outras cidades, a operadora possui rede credenciada em toda a região metropolitana de Porto Alegre — incluindo hospital próprio, pronto atendimento, laboratório e clínica de oncologia — além de unidades em Canoas, São Leopoldo, Campo Bom, Esteio e Novo Hamburgo. Em todo o território nacional, a cobertura para urgência e emergência é garantida pela Rede Abramge, associação de operadoras de planos de saúde.
Em Pelotas, a rede ainda está em expansão, com 16 profissionais credenciados já disponíveis — entre psiquiatria, neurologia, reumatologia, pediatria e laboratório. Tafate confirmou que a ampliação da rede no município será iniciada na próxima semana.
Valores e economia em relação ao plano atual
Um dos pontos de maior interesse para a categoria foi a comparação de valores. O plano ofertado é global — ambulatorial e hospitalar — com tabela de preços igualitária para titular, cônjuge, filhos, enteados e netos. Entre os principais diferenciais apresentados está a possibilidade de inclusão de dependentes até 39 anos de idade — enquanto o plano atual da Unimed aceita dependentes apenas até os 24 anos, com passagem para a categoria de agregado após essa faixa, com custo significativamente mais elevado.
Segundo projeção apresentada na assembleia, na faixa etária de 0 a 18 anos a mensalidade é de R$ 147,00, enquanto o plano regional com coparticipação da Unimed parte de R$ 185,00 — diferença de R$ 38,00 mensais ou R$ 459,00 por ano apenas nessa faixa. "A Doctor Clin é uma operadora que se posiciona com valores mais acessíveis aos beneficiários, justamente por essa gestão sustentável e verticalização do grupo", afirmou Tafate. "Hoje é o menor reajuste do mercado registrado na ANS no Rio Grande do Sul."
O pagamento é feito por boleto bancário, e as(os) servidoras(es) poderão solicitar à universidade o ressarcimento do auxílio-saúde diretamente no contracheque, da mesma forma que já ocorre com outros planos contratados individualmente. A cobertura segue o rol da ANS, com atendimento ambulatorial e hospitalar.
Quanto ao reajuste anual, por se tratar de plano coletivo por adesão — e não familiar —, ele é calculado com base na sinistralidade do grupo. Tafate destacou que a DoctorClin registrou, neste ano, reajuste de 9% no plano hospitalar e 11% no ambulatorial, resultado da política de verticalização da operadora, que gerencia suas próprias clínicas e laboratórios.
Carências e portabilidade
Para quem já possui plano de saúde há mais de dois anos, é possível solicitar portabilidade de carências, ingressando na Doctor Clin sem cumprir novos períodos de espera. Para quem tem plano há menos tempo, haverá análise individual e aproveitamento proporcional das carências já cumpridas. Quem não possui plano atual cumprirá as carências padrão previstas pela ANS: 10 dias para consultas, 90 dias para exames de médio custo, 180 dias para internações clínicas e 300 dias para parto.
Para terapias — incluindo metodologias específicas como ABA — a coparticipação é de R$ 55,00 por sessão, sem limite de quantidade, conforme legislação vigente que proíbe limitação de terapias pelas operadoras.
Dúvidas e limitações debatidas
Após a apresentação, a assembleia foi aberta para perguntas. Entre as principais dúvidas estiveram reajustes anuais, regras de coparticipação, cobertura para terapias, internações, carências e portabilidade de contratos anteriores.
Um ponto de atenção levantado pelos participantes foi a ausência de cobertura para pais e mães como dependentes — limitação que preocupa especialmente servidoras(es) que mantêm familiares idosos em seus planos atuais. A representante da Doctor Clin confirmou que o contrato coletivo por adesão contempla apenas cônjuges, filhos, enteados e netos, admitindo dependência de tutelados somente mediante decisão judicial.
Posição da APROFURG
As entidades sindicais reforçaram que a proposta ainda está em fase de apresentação e debate junto à categoria e que a adesão será uma decisão individual de cada servidor ou servidora.
Para a APROFURG, a existência de novas alternativas é fundamental diante do cenário atual. A vice-presidenta Angélica Miranda ressaltou que o objetivo da entidade não é indicar uma única opção, mas ampliar as possibilidades disponíveis: "Para nós é importante ter outra possibilidade de plano de saúde, para que os nossos sindicalizados possam escolher a melhor opção, tendo em vista que muitas pessoas não tiveram como dar continuidade ao plano que estavam e ficaram sem plano de saúde — e isso inclui também os agregados que essas pessoas têm nas suas famílias".
A entidade também ressaltou que, embora o plano coletivo da Doctor Clin não contemple pais e mães como dependentes, existem outras modalidades ofertadas pela operadora que poderão ser avaliadas individualmente pelos sindicalizados, como os planos familiares.
Agregados
Na manhã desta quinta-feira (15), a representante da Doctor Clin atendeu os pedidos da APROFURG, mencionados durante a assembleia de ontem, e enviou as informações sobre os agregados, em um plano que se chama Flex Família Hospitalar I. A proposta do plano individual/familiar — Flex Família Hospitalar I — com cobertura hospitalar, ambulatorial e odontológica, voltada para contratação por pessoa física ou núcleo familiar. O plano inclui odontologia sem custo adicional, cobertura de terapias com metodologia específica (ABA, Denver, Bobath e outras) e livre acesso ao Hospital DoctorClin. Os valores variam conforme faixa etária e número de dependentes, com desconto progressivo para quem inclui mais pessoas. O produto se distingue do plano coletivo apresentado na assembleia por ser individual/familiar — o que muda regras de reajuste e elegibilidade. É uma opção relevante especialmente para quem precisa incluir dependentes acima de 39 anos ou não está vinculado às entidades.
Principais dados e números:
-Faixa mais barata (0–18 anos, titular com 2+ dependentes): R$ 215,57/mês por beneficiário
-Faixa mais cara (59+, individual): R$ 1.510,57/mês
-Desconto para titular com 1 dependente: aproximadamente 10% sobre o valor individual
-Desconto para titular com 2 ou mais dependentes: aproximadamente 15% sobre o valor individual
-Coparticipação em consultas eletivas: R$ 40,00
-Coparticipação em urgência/emergência: R$ 55,00
-Coparticipação em terapias com metodologia específica (ABA, etc.): R$ 60,00 por sessão
-Internação hospitalar por evento: R$ 300,00 (coparticipação)
-Taxa de inscrição: R$ 25,00 por beneficiário
-Dependentes elegíveis até 39 anos
-Operadora com 150 mil clientes, 20 unidades próprias e 16 postos de coleta do Laboratório Qualitá
-Carência para internações clínicas: 180 dias; para parto: 300 dias; urgência/emergência: 24h
A proposta apresenta um produto diferente do plano coletivo por adesão debatido na assembleia. Trata-se de um plano individual/familiar, o que tem implicações diretas:
-O reajuste anual, nessa modalidade, segue obrigatoriamente o índice oficial da ANS — ao contrário do plano coletivo, cujo reajuste é negociado entre as partes com base na sinistralidade do grupo. Isso representa uma proteção legal importante para o consumidor.
-O plano inclui odontologia — cobertura ausente no plano coletivo apresentado na assembleia.
-A coparticipação em terapias com metodologia específica neste plano é de R$ 60,00 por sessão, contra R$ 55,00 no plano coletivo — diferença pequena, mas que existe.
-O plano admite tutelados como dependentes mediante Termo de Guarda ou tutela, sem menção à exigência de decisão judicial — redação mais ampla que a apresentada verbalmente na assembleia.
- Há uma Rede Max opcional para consultas eletivas mediante coparticipação de R$ 55,00, o que sugere uma rede credenciada ainda mais ampla disponível mediante pagamento adicional.
Próximos passos
A apresentação com todos os detalhes do plano e a tabela comparativa de valores foi disponibilizada nos grupos das entidades e seguem em anexo no e-mail aos sindicalizados(as). Servidoras(es) interessadas(os) devem entrar em contato com a APTAFURG ou a APROFURG para obter informações sobre adesão.
