Categoria decidiu por unanimidade a adesão na greve nacional da educação, que vai ocorrer nos próximos dias 2 e 3 outubro

 

Em assembleia geral realizada pela APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN, no último dia 25 de setembro, os professores e as professoras da FURG e do IFRS - Campus Rio Grande decidiram, por unanimidade, aderir à  Greve Nacional da Educação - 48h de LUTA, que vai ocorrer nos dias 2 e 3 de outubro. Entre as principais pautas de reivindicação estão os cortes de verba nas universidades públicas, Institutos Federais e CEFET, além do projeto “FUTURE-SE”, que entre outras questões pretende colocar uma Organização Social (OS) para realizar a gestão das instituições de ensino.

A vice-presidente do sindicato, Marcia Umpierre reitera a importância da luta para enfrentar este momento delicado do nosso país. “É preciso dizer não aos cortes de verbas para a educação pública e para o projeto da contrarreforma da educação, denominado FUTURE-SE. Nós temos é que dizer sim para a defesa intransigente da educação e pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada”, explicou.

Os trabalhadores e as trabalhadoras têm sofrido sucessivos ataques com a ampliação da retirada de direitos, em especial no que se refere a destruição da legislação trabalhista, além da redução do investimento na saúde, na educação e o aumento do desemprego e do emprego informal. 

Já para o presidente da APROFURG, Cristiano Engelke a greve dos dias 2 e 3 de outubro é uma oportunidade para defender, mais do que nunca, a universidade pública. “Esses dois dias representam uma oportunidade para nos encontrarmos e defendermos as nossas lutas. A greve é uma escolha política e um posicionamento claro contra o atual governo que quer acabar com a universidade, com o dinheiro, com as bolsas, além de entregar toda a estrutura para a iniciativa privada e para o mercado”, comentou Engelke.



APTAFURG

O sindicato de técnicos e técnicas em Educação da FURG, a APTAFURG vai realizar uma assembleia geral, na próxima quarta-feira, dia 02 de outubro para aderir ou não à greve geral de 48h da educação. O encontro está marcado para acontecer a partir das 8h30min no auditório da APROFURG, localizado no campus carreiros da Universidade.

Para o coordenador geral da APTAFURG, Celso Carvalho a unidade é essencial para o processo de enfrentamento. “O ataque é geral e contra as instituições federais do ensino superior. Portanto é necessário que a gente se junte e se unifique em torno desta defesa, pois só a partir desta unificação é que a sociedade vai passar a entender a pauta e defender a educação pública e gratuita”, disse Carvalho.



PROGRAMAÇÃO

 

A programação é intensa e extensa. Ontem, no último dia de setembro, as atividades já começaram. Na parte da manhã, uma tenda de mobilizações foi montada no Centro de Convivências (CC) do campus carreiros da FURG. Já à tarde, uma oficina de lambe e cartaz também foi ministrada no espaço. E, no turno da noite, ocorreu um aulão no auditório da Psicologia.

 

Já para o dia de hoje, 1º de outubro, está previsto mais um aulão sobre a conjuntura da educação pública, no prédio das Artes, às 13h30min. E no final da tarde, às 18h50min, a conjuntura vai ser a pauta de mais um encontro no Pavilhão 6, do campus carreiros.

 

O dia 02 de outubro conta com duas grandes atividades. Na parte da manhã, a partir das 10h, um aulão sobre democracia, fascismo e universidade vai ocorrer no CC. Já a partir das 16h, no Espaço APROFURG, os professores e professoras, estudantes, técnicos e técnicas, terceirizados e terceirizadas, além da comunidade da FURG e IFRS vão participar de uma Assembleia Ampliada. Entre as pautas, a situação financeira atual da FURG e do IFRS e uma análise de conjuntura.

 

Na quinta-feira, dia 03 de outubro, uma concentração será realizada a partir das 16h no Largo Dr. Pio. O ato em defesa da educação está previsto para começar às 18h.



RESUMO PROGRAMAÇÃO

 

01/10 - TERÇA-FEIRA

13h30min - Aulão sobre a conjuntura da educação pública (Prédio das Artes)

18h50min - Aulão sobre a conjuntura (Pavilhão 6)

 

02/10 - QUARTA-FEIRA

10h - Aulão Democracia, Fascismo e Universidade (Centro de Convivência)

16h - Assembleia Ampliada (Espaço APROFURG)

 

03/10 - QUINTA-FEIRA

16h - Concentração (Largo Dr.Pio)

18h - Ato em defesa da educação (Largo Dr.Pio)

 

NOTA DA DIRETORIA DO ANDES-SN DE REPÚDIO ÀS DECLARAÇÕES DO MINISTRO DA EDUCAÇÃO ATACANDO DOCENTES DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS 

Ontem, dia 26 de setembro de 2019, dirigindo-se para o público do 21o Fórum Nacional de Educação Superior Particular, o Ministro da Educação, Abraham Weintraub, desferiu mais um ataque contra o(a)s docentes do ensino superior e seu trabalho, ao mesmo tempo que defendeu explicitamente sua agenda privatizante. 

Com sua característica impolidez e sem apresentar qualquer fonte para fundamentar impropérios contra a educação pública, o ministro afirmou que o principal problema do MEC é “gastar uma fortuna com um grupo pequeno de pessoas” e prometeu atacar o(a)s docentes de Universidades Federais: “tenho que ir atrás da zebra mais gorda, que está na universidade federal trabalhando em regime de dedicação exclusiva para dar só 8 horas de aula por semana e ganhar R$15 mil, R$20 mil”. 

Ao mesmo tempo, o ministro prometeu reduzir a fiscalização e facilitar a abertura de novos cursos e/ou faculdades privadas e manifestou que pretende transferir verbas públicas para o setor privado: “Preciso do suporte das bases e das bancadas dos senhores para passar o Future-se e, assim, ter verbas para financiar o ensino privado”. 

As afirmações do ministro são equivocadas e demonstram o seu desconhecimento sobre a natureza da atividade docente ou má-fé. O(A)s docentes das instituições de ensino superior públicas dedicam muito mais que 8 horas/aula por semana, sendo que suas atividades profissionais vão muito além do trabalho em sala de aula na graduação e pós-graduação. O(A)s docentes planejam suas aulas; orientam estudantes; corrigem provas e trabalhos; escrevem projetos, livros, artigos e relatórios técnicos, com base em suas pesquisas científicas; avaliam e realizam trabalhos de pesquisa e extensão; participam de bancas de qualificação e defesa de monografias, dissertações e teses; se envolvem em atividades de gestão e de representação da universidade em diferentes espaços de interesse da sociedade, como por exemplo nos Conselhos de educação, saúde, ética em pesquisa; entre outras funções. Tudo isso gera uma sobrecarga enorme de trabalho para a categoria docente, cada vez mais adoecida por conta das péssimas condições de trabalho e dos desgastes físico e mental decorrentes de uma extenuante jornada de trabalho. 

 

As declarações sobre os salários do(a)s docentes de universidades federais não são fundamentadas em qualquer estudo sério sobre a composição salarial da categoria e apenas funcionam como uma desqualificação geral que pretende colocar o conjunto da população contra a universidade pública.

 As manifestações de Weintraub se fundamentam unicamente nas diretrizes do Capital para a educação. Ao afirmar que o Estado gasta muito com pouco(a)s professore(a)s, ou ainda, ao fazer um chamado para que o(a)s empresário(a)s da educação apoiem o Future-se, Weintraub apenas repete diretrizes apresentadas pelo Banco Mundial em seu documento “Um Ajuste Justo”. Isso reforça que o MEC, sob a sua direção, apenas repetirá receitas prontas produzidas por organismos internacionais do mercado. 

O ANDES-SN repudia veementemente as declarações do ministro da educação e reafirma sua defesa da educação pública, gratuita, laica, de qualidade e socialmente referenciada. Destacamos que essas declarações revelam seu compromisso com o mercado e com os empresários da educação – as verdadeiras zebras que estão se esbaldando com as fartas possibilidades de apropriação privada do fundo público, criadas pela agenda ultraliberal do governo Bolsonaro. 

Contra a destruição da educação pública e gratuita e a desvalorização do trabalho docente, chamamos todas e todos a se mobilizarem na Greve Nacional de 48h da Educação, nos dias 02 e 03 de outubro. Somente a nossa resistência organizada e em unidade com entidades e movimentos que defendem a educação pública e gratuita, poderá evitar que Weintraub e Bolsonaro retirem mais um direito do povo brasileiro. 

Contra o bloqueio do orçamento da educação! Em defesa do trabalho docente! Não ao Future-se! Construir a greve nacional da educação de 02 e 03 de outubro! 

Brasília (DF), 27 de setembro de 2019 

Diretoria Nacional do ANDES-SN 


Ficam os *Docentes sindicalizados da Universidade Federal do Rio Grande - FURG e IFRS - Campus Rio Grande, professores e professoras, estudantes, técnicos e técnicas, terceirizados e terceirizadas, além da comunidade da FURG e IFRS convocados para a Assembleia Geral a ser realizada no dia 2 de outubro, quarta-feira, na sede da APROFURG, às 16h, em primeira convocação, e, 16h30min, em segunda convocação, com qualquer quorum.


PAUTA:

- Informes;
- Situação financeira atual da Universidade e IFRS;
- Análise da conjuntura;
- Próximas ações;
- Encaminhamentos.

O não comparecimento de vossa senhoria implicará no acatamento de todas as decisões tomadas na Assembleia.


Rio Grande, 27 de setembro de 2019.
Cristiano Ruiz Engelke
Presidente

 

NOTA DE CONVOCAÇÃO DA EDUCAÇÃO
Greve de 48h nos dias 02 e 03 de outubro de 2019!

 

A APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN ampliará o seu horário de atendimento a partir da próxima terça-feira, dia 1º de outubro.  O sindicato vai ficar aberto das 8h às 22h, sem fechar ao meio-dia.

 

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