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Nota de Repúdio e Solidariedade

Manifestamos nosso mais profundo repúdio à conduta inaceitável de assédio e violência cometida contra nossa companheira JENNIFER WEBB. Reafirmamos que não toleraremos qualquer forma de violência ou desrespeito em nossas bases e em quaisquer espaços de convivência.

O assédio é uma ferramenta de opressão que busca silenciar as mulheres e fragilizar sua presença nos espaços de trabalho e de militância. Diante disso, nossa resposta será sempre a unidade, a firmeza e a intransigência no enfrentamento ao agressor.

Reafirmamos, ainda, que o papel do sindicato é defender, de forma incondicional, o direito à vida e ao trabalho das professoras. Esse compromisso não se limita aos espaços públicos, mas se estende também aos espaços privados, pois a dignidade, a segurança e a integridade das trabalhadoras são direitos inegociáveis em qualquer âmbito.

À nossa companheira JENNIFER, dedicamos toda a nossa solidariedade. Colocamo-nos à disposição para oferecer todo o suporte necessário, garantindo que sua voz seja ouvida e seus direitos plenamente assegurados.

Nossa luta é para que cada mulher tenha a liberdade de exercer sua profissão e sua militância sem medo. Seguimos de mãos dadas, transformando a indignação em força coletiva para acolher quem foi atingida e combater, na raiz, o machismo que ainda insiste em nos violentar.

Mexeu com uma, mexeu com todas

 

Diretoria APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN

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REUNIÃO GT Multi-Front - 15/04 - 10H30

O Grupo de Trabalho de Grupo de Trabalho de Multicampia e Fronteira (GT Multi-Front ) vai se reunir na próxima quarta-feira, dia 15 de abril, a partir das 10h30, na sede da Aprofurg*.

PAUTA:

- Informes;
- Resoluções do 44 Congresso;
- Reunião Nacional.

Quem tiver interesse na participação online ou necessitar de acessibilidade com intérprete de libras, basta preencher o formulário no link: https://tinyurl.com/apromulticampia

O link será enviado para quem se inscrever no formulário até quarta-feira, 15 de abril, às 10h.

Comprometida com a acessibilidade, a APROFURG disponibiliza interpretação em Libras mediante solicitação com até 24 horas de antecedência.

A APROFURG é construída por quem participa. Venha fazer parte dos nossos Grupos de Trabalho.

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🔴 AVISO IMPORTANTE

A APROFURG informa que não haverá expediente nesta quarta-feira, 08 de abril, em razão da previsão de ciclone e da suspensão das atividades acadêmicas e administrativas na FURG.

As atividades serão retomadas normalmente na quinta-feira, 09 de abril.

⚠️ Priorize sua segurança.

1 relatório comissão da verdade

No início da noite desta segunda-feira, dia 06 de abril, a Comissão da Verdade – Comissão Luiz Laurino da APROFURG - Seção Sindical do ANDES-SN apresentou o relatório “A FURG sob os olhares da comunidade de informações da ditadura”, resultado de anos de pesquisa em documentos do Serviço Nacional de Informações (SNI), preservados no Arquivo Nacional. O estudo analisou como o aparato repressivo da ditadura civil-militar brasileira (1964–1988) monitorou sistematicamente a comunidade acadêmica da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), entre sua criação, em 1969, e a redemocratização. Participaram da mesa do evento o presidente da APROFURG, Gustavo Miranda, o coordenador da Comissão da Verdade, Cristiano Engelke, e o autor do documento, Cleverton Luis Freitas de Oliveira.

A investigação identificou uma ampla rede de vigilância que atingiu estudantes, docentes e técnicos, com registros detalhados sobre atividades acadêmicas, posicionamentos políticos e participação em movimentos sociais. Documentos revelaram perseguições administrativas, controle de organizações estudantis, monitoramento de eventos e até avaliações ideológicas de professores, muitas vezes baseadas em suspeitas frágeis ou denúncias informais.

O relatório também evidenciou que a universidade não esteve isolada do projeto político da ditadura. Ao contrário, foi integrada a uma lógica de desenvolvimento econômico alinhada ao regime, ao mesmo tempo em que sofria intervenções e vigilância constantes. A chamada “comunidade de informações” — formada por órgãos como o SNI e os centros de inteligência das Forças Armadas — atuava de forma articulada, produzindo e compartilhando dados para subsidiar decisões políticas e ações repressivas.

Outro ponto central é a demonstração de como a repressão não se limitou à violência física. O controle institucional, a censura indireta e o cerceamento de carreiras acadêmicas foram instrumentos recorrentes, impactando trajetórias profissionais e a produção de conhecimento. Casos de espionagem sobre atividades acadêmicas consideradas “subversivas” e o acompanhamento de entidades sindicais e estudantis reforçam o caráter sistemático da intervenção estatal.

A pesquisa também destacou o papel da Lei de Anistia de 1979 na consolidação da impunidade, ao impedir a responsabilização de agentes do Estado envolvidos em violações de direitos humanos. Esse contexto contribuiu para o apagamento de parte da memória histórica, tornando iniciativas como as comissões da verdade fundamentais para recuperar informações e garantir o direito à memória, à verdade e à justiça.

Ao trazer à tona documentos inéditos e análises detalhadas, o relatório reafirmou a importância de enfrentar o passado autoritário para fortalecer a democracia. Mais do que um resgate histórico, o estudo se colocou como instrumento político e pedagógico, alertando para os riscos da repetição de práticas de vigilância e perseguição e defendendo a preservação das liberdades acadêmicas e dos direitos democráticos no presente.

HOMENAGEM LUIZ LAURINO

A homenagem ao professor Luiz Laurino marcou um dos momentos mais emocionantes do lançamento do relatório da Comissão da Verdade da APROFURG. Lembrado como colaborador desde a criação da comissão, Laurino teve participação ativa nos trabalhos, contribuindo não apenas como docente e pesquisador, mas também como companheiro próximo, cuja presença fortalecia o grupo.

O relato destacou que, em 2018, diante do contexto político adverso e das memórias dolorosas da ditadura que revisitavam sua própria trajetória, o professor optou por se afastar das atividades da comissão. Sua decisão evidenciou o peso humano e emocional envolvido na reconstrução dessa história, especialmente para aqueles que viveram diretamente o período de repressão.

Após seu falecimento, em 2020, a Comissão da Verdade passou a levar seu nome, como forma de reconhecimento e memória. A homenagem reafirma a importância de sua contribuição e simboliza o compromisso coletivo de manter viva a história, honrando aqueles que lutaram e sofreram durante a ditadura, para que essas violações nunca sejam esquecidas nem se repitam.

RELATÓRIO

Para acessar o relatório clique no link https://tinyurl.com/relatoriocvaprofurg

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