Começa o 38 Congresso do ANDES-SN em Belém

 

Aprofurg - Seção Sindical ANDES/SN trouxe neste ano oito delegados (as) e duas observadoras para o evento. Os professores e professoras foram escolhidos em assembleia geral, no final de novembro de 2018.

 

 

Na manhã de ontem, dia 28 de janeiro teve início o 38º Congresso do Andes-SN. O evento ocorre até o próximo dia 2 de fevereiro nas dependências da Universidade Federal do Pará. A temática que norteia os debates neste ano é "Por Democracia, Educação, Ciência, Tecnologia e Serviços Públicos: em defesa do trabalho e da carreira docente, pela revogação da EC/95". A abertura do evento ficou a cargo da Associação Grupo de Cultura Regional IAÇÁ, que trouxe a essência do estado do Pará e a riqueza cultural da Amazônia para o palco da UFPA.

 

A plenária de abertura foi composta pelo presidente do ANDES-SN, Antonio Gonçalves Filho, além da participação da diretora do Sindtifes, Taís Ranieri; do coordenador-geral do DCE da UFPA, Davi Lima; do dirigente estadual da CSP-Conlutas, Silvio Oliveira; da integrante da Frente Nacional contra a Privatização da Saúde, Rafaela Fernandes; e da diretora da Fenet, Emanuele Santos. O ANDES-SN também foi representado na composição da mesa pela secretária-geral Eblin Farage, pela 1ª tesoureira nacional, Raquel Dias, e pelo representante da Regional Norte II, Emerson Duarte.

 

Durante a mesa de abertura, o presidente do ANDES-SN, Antonio Gonçalves, apontou os desafios da conjuntura e reafirmou o compromisso do Sindicato Nacional na defesa da democracia, das instituições públicas, das universidades e do trabalho docente. Ele lembrou do movimento da Cabanagem e do revolucionário Eduardo Angelim, que no século XIX, assumiu o comando da Província do Grão-Pará, destituindo a elite local do poder. “Que esse movimento de resistência nos sirva de inspiração e que tenhamos a capacidade de construir a luta necessária para este momento, e saiamos com um patamar superior da organização”, afirmou Antônio.

 

As outras falas também evidenciaram indignação diante do atual contexto de retirada de direitos e aprofundamento da crise política no Brasil, e apontaram péssimas perspectivas para a universidade pública brasileira.

 

REVISTA

 

A primeira mesa do 38º Congresso do ANDES-SN também foi marcada pelo lançamento da edição 63 da Revista Universidade e Sociedade, que conta com artigos sobre autonomia universitária e a Emenda Constitucional 95, além de lembrar os 50 anos do Ato Institucional nº 5 e os 100 anos da Reforma Universitária de Córdoba, que ocorreram em 2018. A mesa encerrou ao som do Hino da Internacional, entoado no saxofone pelo professor da Escola de Música da UFPA, Marcos Cardoso.

 

 

PLENÁRIA TEMA 1

 

Já na parte da tarde ocorreu a Plenária do Tema I “Movimento Docente, conjuntura e Centralidade da Luta”. A mesa foi composta pelas professoras Mariana Trotta, Cris Monteiro e pelos professores Roberto Kanitz e Emerson Duarte.

 

 

MANIFESTO

 

No final da mesa do primeiro dia também foi aprovado um manifesto de solidariedade aos atingidos do crime ambiental do Vale em Brumadinho. Segue o texto completo:

 

“Manifesto de solidariedade aos atingidos e repúdio a mais um crime ambiental.

 

Os crimes ambientais seguem em curso. Brumadinho não chora apenas suas vítimas locais, chora também as consequências do processo predatório que o capital segue impondo. As marcas desse processo não estão limitadas ao campo da mineração, mas também a indústria de energia - petróleo e elétricas-, com seus desertos verdes, que temperam a mesa da população com um sem número de venenos.

 

Os governos, federal, estaduais, municipais, têm se apresentado como cúmplices diretos dos vícios que seguem devastando territórios, e atacando, objetiva e subjetivamente, as vidas de grande parte da população. Chora Barbacema – Rio Itaporanga; Mariana/Bento Rodrigues – Rio Doce; Rio Grande; Aquífero Guarani; Amazônia; os povos originários, quilombolas, ribeirinhos, trabalhadores (as).

 

Repudiamos a violência sofrida por todos (as) os (as) atingidos (as), a impunidade e o conluio criminoso entre autoridades e empresas de mineração. E manifestamos toda nossa irrestrita e ampla solidariedade aos atingidos por mais um atentado da espoliação financeira contra a vida. Até quando? Basta!”

 

 

PARTICIPAÇÃO DA APROFURG

 

A Aprofurg - Seção Sindical ANDES/SN, em assembleia realizada no dia 22 de novembro do ano passado discutiu e elegeu oito delegados e delegadas, além de duas observadoras para a participação no 38º Congresso ANDES-SN. Da delegação de dez professores e professoras, alguns docentes nunca tinham participado de um Congresso do sindicato nacional.

 

Para a professora do Instituto de Ciências Humanos e da Informação (ICHI) da FURG, Cassiane de Freitas Paixão o primeiro dia do Congresso foi muito produtivo. “Estar junto às/aos colegas de outras instituições me provocou a repensar a centralidade da luta enquanto classe trabalhadora no momento histórico e político atual. Consolidar as discussões é trazer a horizontalidade na luta da classe trabalhadora”, explicou Cassiane.

 

Já para a professora do Instituto de Letras e Artes (ILA) da FURG, Sabatha Catoia Dias, a experiência de participar de um evento desta magnitude traz muito conhecimento. “O primeiro dia de evento, para mim, que participo pela primeira vez em um congresso do Andes, foi de esclarecimentos e aprendizado. Ver e ouvir colegas de todo o Brasil, pensando juntos sobre a centralidade da luta da nossa categoria, neste momento histórico em que nos encontramos, contribuiu imensamente para minha formação. O objetivo alcançado - construção de uma unidade - nos inspira e estimula a uma luta coletiva que se faz mais que necessária”, explicou Sabatha.

 

A professora Amanda Motta, do Instituto de Educação (IE) da FURG também nunca tinha participado de um evento nacional do ANDES. "Esse momento tão sombrio que passa nosso país em que vários ataques tem se intensificado, principalmente para a classe trabalhadora, estar no Congresso Nacional do ANDES-SN é fortalecer luta tanto da classe trabalhadora como em defesa a universidades pública, gratuita, laica e classistamente referenciada para todas as pessoas", complementou Amanda.

 

SEGUNDO DIA

 

Para esta terça-feira, dia 29 janeiro estão previstas para o período da manhã e tarde as discussões em grupos mistos do tema II intitulado “Políticas Sociais e Plano Geral de Lutas”. Os professores vão ser divididos em 13 grupos para tratar dos Textos de Resolução (Trs).

Assessoria de Imprensa APROFURG

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