APROFURG PARTICIPA DO PRIMEIRO ENCONTRO NACIONAL PELA SOBERANIA POPULAR NA MINERAÇÃO

Entre os dias 18 e 21 de maio, a cidade de Parauapebas, no estado do Pará recebeu o primeiro Encontro Nacional Pela Soberania Popular na Mineração, promovido pelo movimento que leva o mesmo nome.  O evento teve a participação de mais de mil pessoas e representantes de 16 estados brasileiros, além de representantes de países como Peru, Holanda, Guatemala, África do Sul, entre outros. A professora da FURG e integrante da nova diretoria da APROFURG, Jaqueline Durigon cruzou o país para participar do debate. O evento ocorreu no Centro Comunitário São Sebastião.

O Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM) surgiu há seis anos na própria cidade de Parauapebas, e desde então tem como objetivo fazer contraponto aos grandes projetos de mineração instaurados no país e questionar a forma como eles são conduzidos. O município onde foi criado e sediado o evento é um lugar emblemático, pois fica próximo da Serra Pelada, um local onde existe muita mineração.

“Eu participei do Grupo de Trabalho Política Agrária, Urbana e Ambiental (GTPAUA) representando a APROFURG, que entre os inúmeros encontros tirou como uma das suas linhas de lutas participar desses movimentos contra esses grandes projetos de mineração”, explicou a professora Jaqueline. Ela disse, ainda, que uma das pautas do Grupo é participar e dialogar com as articulações nacionais, regionais e locais em relação ao tema mineração. “O estado do Rio Grande do Sul é uma nova fronteira de mineração do Brasil, e nós temos que estar preparados para isso”, ressaltou.

Durante os quatro dias de evento, diversas discussões sobre questões específicas de vários estados e da conjuntura nacional ilustraram o debate. Palestras, grupos de trabalho, além de reuniões com pesquisadores foram realizadas para discutir estratégias de ação dentro das universidades do país. “Os movimentos sociais são os mais vulneráveis aos grandes movimentos, e temos que discutir como a academia pode auxiliar nesse cenário de alta exploração mineral do país. Uma das formas seria produzir materiais no sentido de fazer a luta junto com esses movimentos que estão mais expostos”, salientou a professora.

O MAM não é contra a mineração, mas sim como a forma e o modelo de mineração são aplicados em diversos locais do Brasil. “Nós deveríamos ter a soberania popular sobre o nosso minério, isto é, o ritmo da mineração deve ser definido pelas populações”, explicou Jaqueline. Outra preocupação do movimento são as áreas livres de mineração, que possuem locais com arranjos produtivos já constituídos, além  de comunidades tradicionais com alta biodiversidade. “Estes locais não podem participar, de forma alguma, de qualquer tipo de mineração”, concluiu a integrante da APROFURG.

Depois de diversas palestras, trabalhos e discussões, o último dia do evento, 21 de maio foi marcado por uma manifestação na portaria da Vale, na cidade de Parauapebas. O objetivo do ato foi demonstrar a insatisfação contro o modelo de mineração imposto pela Vale na região. Segundo o MAM, existem inúmeros problemas de causas trabalhistas, subemprego, além da baixa qualidade de vida da população daquele local.

 

Assessoria Imprensa APROFURG

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