Servidores estaduais iniciam 2018 mobilizados contra salários atrasados e por 13º

Servidores públicos de diversos estados iniciaram o ano de 2018 sem receber todos os seus salários de 2017, e alguns sequer receberam seu 13º. É o caso de categorias do serviço público do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Norte, do Rio Grande do Sul e de São Paulo.

No Rio Grande do Norte os atrasos de pagamento ganharam proporções nacionais com a decisão de aquartelamento da Polícia Militar a partir do dia 19 de dezembro, que só foi encerrada por decisão judicial. A Polícia Civil potiguar também aderiu ao protesto, trabalhando apenas em regime de plantão, mesmo com ameaças de prisão. Os atrasos atingem todo o serviço público do Rio Grande do Norte, e já levaram os docentes da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern) a deflagrar greve e, inclusive, a ocupar prédios da administração estadual

A Associação dos Docentes da Uern (Aduern-Seção Sindical do ANDES-SN) organizou, em conjunto com outras entidades sindicais potiguares, uma manifestação contra o atraso dos salários na manhã desta quarta-feira (3). O ato teve início na reitoria da universidade e se encerrou no Hospital Regional Tarcísio Maia (HRTM). Os servidores públicos potiguares não recebem salários em dia desde janeiro de 2016. De lá pra cá, o governo vem dilatando ainda mais a data para pagamento das categorias, que ainda aguardam pelos vencimentos de novembro, dezembro e do 13º.

No Rio Grande do Sul, menos da metade dos servidores estaduais receberam seus salário de dezembro. O governo decidiu, pelo quarto mês consecutivo, pagar apenas aqueles servidores com salários inferiores a R$ 2mil. Os demais servidores gaúchos esperam pelo pagamento, que pode ocorrer, a depender da situação financeira do estado, no dia 23 de janeiro.

Em São Paulo, os docentes e técnico-administrativos da Universidade Estadual Paulista (Unesp) também não receberam o 13º salário. A Unesp afirmou que não terá como arcar com o pagamento de seu quadro de funcionários se não houver um aporte extra de recursos do governo do Estado de São Paulo. A Associação dos Docentes da Unesp (Adunesp - Seção Sindical do ANDES-SN) organizará, antes do início do semestre letivo, assembleias nos campi da Unesp para debater a questão, e os docentes cogitam não iniciar as atividades em 2018 caso não recebam o 13º.  

No Rio de Janeiro, onde os docentes das três universidades estaduais estão em greve contra o atraso dos salários, nenhum servidor público estadual recebeu o 13º salário. Mais de 70 mil servidores da ativa e aposentados não receberam, sequer, o salário de novembro.

Com informações de Aduern-SSind, Asduerj-SSind, Adunesp-SSind. Imagem de Aduern-SSind.


Fonte: ANDES-SN

 

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